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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A startup tem seis modelos de ténis que podem ser personalizados com milhares de combinações de cores e materiais. Os ténis são feitos em Portugal.

A combinação de cores e de materiais que vão ao encontro do que se pretende nem sempre é fácil de encontrar. Para isso, é preciso quase ‘mandar fazer de encomenda’. E na verdade é um pouco isso que a startup DiVERGE faz. Com uma plataforma online disponível há seis meses, esta startup portuguesa permite personalizar cada um dos seis modelos disponíveis com milhares de combinações de cores e materiais.

 

“A ideia surgiu porque juntámo-nos os quatro [fundadores] e identificámos uma oportunidade no mercado competitivo dos sneakers. Na verdade, apesar de a oferta ser muito grande e estar cada vez maior (…) vimos uma oportunidade na medida em que, se quisermos realmente ter sneakers diferenciados, diferentes dos que as pessoas estão a usar, é mais difícil do que achávamos que deveria ser”, conta ao Dinheiro Vivo João Esteves, co-fundador. “Vimos a oportunidade de dar às pessoas a hipótese de colocar um pouco delas, da sua história, perspetiva, e dos seus gostos numa coisa que usam todos os dias que são sneakers.

 

Os produtos DiVERGE são fabricados à mão em Portugal, numa fábrica no norte do País, e utilizam apenas materiais premium de Portugal e Itália. São seis modelos de diferentes estilos e os preços variam entre 150 euros e 240 euros. “Estamos a empregar materiais de elevada qualidade e, por sua vez, de elevada durabilidade. Achamos que é responsável do nosso lado empregar materiais que têm uma durabilidade superior ao que as grandes marcas de sneakers estão a oferecer”. A aposta em materiais sustentáveis é para continuar.

 

“Acreditamos que até ao final do ano temos um modelo 100% sustentável. Temos uma qualidade muito elevada e queríamos que, quando integrarmos materiais sustentáveis, que essa qualidade se mantivesse e para isso é uma procura bastante complexa que está a ser feita”.

 

A vender para o mercado britânico e norte-americano, a startup pretende “abrir o espetro” e apostar em breve também no norte da Europa e eventualmente em Portugal e Espanha “para testar vários mercados e ver onde conseguimos ter melhores resultados”.

 

O investimento realizado por esta startup ronda os 400 mil euros financiado por capitais próprios dos quatro fundadores da empresa. João Esteves admite que a startup estará à procura de financiamento para escalar ainda mais o negócio.

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