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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) previu que a instabilidade política e, sobretudo, a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o denominado 'Brexit' "ameaçam minar a recuperação" do setor para níveis antes da crise.

"Se não sabemos qual o acordo comercial a que chegarão o Reino Unido e a EU, é muito difícil planear investimentos de longo prazo, o que também prejudica a economia do país", segundo o presidente da ACEA, o português Carlos Tavares.

 

O também líder do grupo PSA notou que, apesar de continuarem a crescer as vendas de veículos -- 3,4% na Europa -, a recuperação do setor é "frágil", uma vez que a indústria "também enfrenta uma reconversão no caminho até às emissões zero".

Garantindo que o setor quer alcançar o objetivo de emissões zero o "mais rápido possível", o português ressalvou que tal será feito "protegendo os seus 12,6 milhões de empregos diretos e indiretos".

 

Para essa meta, a ACEA solicitou a colaboração dos Estados-membros, porque "de pouco serve fabricar carros elétricos, se não há uma infraestrutura de recarga suficientemente estendida".

 

Assim, os veículos elétricos têm de ser "acessíveis e rentáveis para o consumidor".

 

A ACEA divulgou os registos de veículos com motores movidos a energias alternativas, registando uma subida de 35,1% no quarto trimestre de 2017 nos 28 e um crescimento de 39,7% em todo o ano passado, numa comparação homóloga.

 

Os dados sobre Portugal indicam vendas no quarto trimestre de 545 veículos (+150% em relação a 2016) e em todo o ano 1.640 viaturas (+116,9%).

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