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CABEÇALHO

A 'fintech' portuguesa Easypay tem um novo acionista. A Fidentiis Gestión entrou no capital da empresa com uma participação inferior a 10%. O negócio permitirá acelerar a internacionalização

A gestora de fundos espanhola Fidentiis Gestión adquiriu uma participação na fintech portuguesa Easypay. Sebastião Lancastre, presidente da Easypay, recusa adiantar o valor exato envolvido na operação, mas em declarações à Lusa confirmou que o investidor avaliou a empresa em sete milhões de euros e que terá adquirido uma operação inferior a 10%, o equivalente a um investimento próximo dos 700 mil euros.

 

A Easypay quer entrar no mercado espanhol com soluções de 'market place', um agregador 'online' de comerciantes, tipo Amazon, pelo que a entrada do novo investidor é determinante para cumprir o objetivo. "Temos tido algumas propostas nos últimos anos e escolhemos aquela que achamos que fazia mais sentido na estratégia de internacionalização", afirmou à Lusa, considerando que a gestora de fundos dá complementaridade ao negócio da empresa de pagamentos Easypay ao ter muita experiência no mercado espanhol e muitos contactos para abrir oportunidades, sobretudo quando está a entrar em vigor a diretiva de pagamentos PSD2 que possibilitará novos negócios.

 

O empresário era até agora o único acionista da empresa. A abertura do capital a outros acionistas "é determinante para nos ajudar a continuar a crescer à taxa a que estamos a crescer, que tem sido de 40% este ano e queremos que se mantenha", considerou. A Easypay ganhou recentemente um concurso para gerir parte dos pagamentos da Segurança Social. "Durante três anos vamos processar mais de 1,4 mil milhões de euros", afirmou. Em causa estão os processos de execução de dívidas. O contrato entra em vigor a 1 de junho.

 

Em 2018, a empresa registou um lucro superior a 170 mil euros, um crescimento de 22% face ao ano anterior. Cresceu também 41% em volume de pagamentos, com 178 milhões de euros transacionados em 2018, segundo o comunicado divulgado em fevereiro. O volume de negócios, por seu turno, aumentou 23% no ano passado, para 2,16 milhões de euros, face ao exercício de 2017.

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