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CABEÇALHO

O vice-presidente do BCP afirma que o banco “está focado” em estabelecer relações fortes entre a China, Portugal e países de língua portuguesa. E quer estar “cada vez mais presente no mercado chinês".

O BCP “está focado” em estabelecer relações fortes entre a China, Portugal e os países de língua portuguesa e quer estar “cada vez mais presente no mercado chinês através de Macau”, disse o vice-presidente do banco, João Nuno Palma.

 

“Entendemos que existem benefícios, tanto para a economia portuguesa, como para as economias de Angola e Moçambique no estreitamento destas relações com a China, que é um grande cliente, é um grande mercado”, afirmou à Lusa João Nuno Palma, à margem de um encontro de empresários que decorre em Lisboa.

 

O BCP assinou esta quinta-feira um protocolo com o Bank of China Macau que faz parte da estratégia para reforçar a presença no mercado chinês através de Macau, região que é vista como uma “plataforma de canalização de investimento chinês” para os países de língua portuguesa.

 

O objetivo do protocolo é suportar os negócios entre Macau e as regiões de Língua Portuguesa, adiantou o responsável do banco, acrescentando que Portugal tem grande capacidade técnica em áreas como construção, energia e telecomunicações e que este apoio pode alavancar projetos em Angola e Moçambique em parceria com empresas chinesas. “Damos muita importância às relações entre estes países e a China numa perspetiva de negócio ‘cross border’”, destacou João Nuno Palma.O vice-presidente do BCP considerou também que o acordo de dupla tributação entre Portugal e Macau, hoje assinado no Encontro do Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, em Lisboa, “é muito importante para as empresas portuguesas que queiram estabelecer-se [na região] e que queiram ter parcerias com empresas chinesas para investir em países de língua oficial portuguesa”.

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