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CABEÇALHO

O Instituto Nacional de Estatísticas Britânico ONS (Official National Statistics) publicou recentemente as primeiras estimativas das finanças públicas do Reino Unido para o último ano contabilístico (de abril de 2018 a março de 2019).

A dívida atingiu os £1.801 biliões no final do período, o que corresponde a 83,1% do PIB britânico. Curiosamente, estes valores representam simultaneamente um aumento, em termos absolutos, de £22,1 biliões e um decréscimo de 1,5 pp. face a março de 2018.

 

Apesar do superavit no orçamento das contas correntes de £19 biliões, o governo britânico incorreu em gastos com investimentos estruturais, como infra-estruturas, que atingiram os £43,7 biliões. Ainda assim, há 17 anos que o Reino Unido não apresentava um défice tão baixo, que se fixou nos £24,7biliões, menos £17,2 biliões que no ano anterior. Aliás, desde 2010 que, tanto em termos absolutos como relativos, o défice tem vindo a apresentar uma tendência decrescente.

 

No mês de março, o saldo orçamental foi de £1,7 biliões negativos, o que representa uma deterioração do mesmo em £0,9 biliões face ao período homólogo, o mais baixo desde 2006. As receitas do mês aumentaram para £3,1 biliões (5%) face a março de 2018 derivado do aumento dos impostos colectados sobre o rendimento, IVA e contribuições para a segurança social (ao invés do comportamento observado nas receita do imposto sobre o rendimento corporativo).

 

Contudo, as despesas cresceram em 5,7% para £65,7 biliões, sendo os gastos com produtos e serviços, benefícios sociais líquidos, formação bruta de capital fixo e transferências de capital para o setor privado os principais responsáveis por este incremento.

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