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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Em 2019, a economia nacional a par dos sectores de logística, retalho, investimento, escritórios e turismo vão a tornar o mercado imobiliário português ainda mais atractivo ao investimento estrangeiro.

Quem o afirma é Pedro Rutkowski, o CEO da WORX, a propósito do lançamento do estudo de mercado WMARKET'19 onde a consultora avalia a evolução de cada uma das áreas do setor e lança tendências e desafios para este ano. A consultora prevê que os diversos setores do investimento comercial continuem, sem exceção, a atrair investimento dos mais variados quadrantes.

 

Para este estudo a WORX contou com o contributo de João Cristina, director da Merlin Properties em Portugal, confirma a tendência da subida das rendas nos Escritórios devido à elevada procura e à escassez da oferta. Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, sublinha o dinamismo do sector do Turismo em Portugal, que está a atrair o investimento estrangeiro. Jorge Salvador Gonçalves, sócio da Garrigues debruça-se sobre a importância das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) para a captação de investimento para o sector imobiliário.

 

Retalho e escritório responsáveis por 68% do investimento em imobiliário comercial do melhor ano de sempre

O sector do retalho esteve em alta em 2018, assumindo um lugar dianteiro, "(...) ao ter angariado 1.4 mil milhões de euros do total de investimento, face aos 742 milhões do ano de 2017, em grande parte devido aos elevados montantes conseguidos com as transacções dos centros comerciais e retail parks", como refere a consultora no seu estudo de mercado.

 

Tendo em conta que dificilmente se conseguirão criar novos portefólios com a mesma dimensão e considerando também o valor de 2018, em que o sector hoteleiro foi o que obteve a maior fatia do total do investimento, a WORX acredita que a compra/venda de edifícios de escritórios represente a maior proporção do investimento comercial em 2019.

 

Elevada procura e oferta escassa impulsionam subidas de preços nas rendas

 

O interesse internacional no mercado imobiliário português ao nível do investimento em escritórios foi um dos factores que contribuiu para o crescimento do sector. Sem perspectiva de criação de oferta considerável em 2019, espera-se que as rendas praticadas possam subir ligeiramente comparativamente aos valores praticados no ano anterior, resultado da forte procura e da escassez de plataformas logísticas que cumpram os requisitos procurados no mercado.

 

A promoção de projectos com contratos de pré-arrendamento associados deverá manter-se como uma grande tendência. A taxa de disponibilidade tenderá a registar uma nova quebra ainda que muito ténue (considerando a dificuldade em ir além da registada em 2018). João Cristina, director da Merlin Properties em Portugal, comenta no WMARKET'19 que "um stock obsoleto, pouco eficiente, juntamente com umpipeline limitado e uma crescente pressão da procura, está a aumentar os arrendamentos de escritórios. A Expo e a CBD (...) devem ver as suas rendas aumentarem constantemente a curto e médio prazo, com o efeito de transbordamento, provavelmente a afectar positivamente o restante das áreas de escritórios de Lisboa".

 

Ampliação e reformulação de centros comerciais

 

A WORX acredita que haverá um foco na modernização dos food courts dos centros comerciais e um aumento das áreas de cultura e lazer dos mesmos. O desafio do segmento de retalho passará, em grande parte, por satisfazer as necessidades dos consumidores portugueses tradicionalmente ávidos de shopping centersque procuram a inovação no modo de fazer compras, recorrendo, por exemplo, ao uso de plataformas online que oferecem mais conveniência e rapidez na entrega.

 

No que diz respeito ao segmento logístico/industrial, os desafios passarão pela necessidade de as plataformas estarem aptas para períodos de um aumento repentino do tráfego comercial. Deste modo, é cada vez mais importante existir interligação a eixos rodoviários e ferroviários sendo, neste último caso, bastante notória a necessidade de modernização e o aumento da sua eficiência.

 

Turismo de luxo em Portugal vai consolidar-se em 2019

 

Relativamente ao sector do turismo, o estudo de mercado conclui que Portugal continuará a afirmar-se no mercado turístico. A classe média vai continuar a ter um grande impacto no sector, sendo o mercado de luxo, uma forte aposta na diferenciação de produtos e atracção de mercados com maior poder de compra. A abertura de 22 unidades hoteleiras nas categorias de 3*, 4* e 5* comprovaram a vitalidade e o dinamismo do sector em 2018.

 

Luís Araújo, Presidente do Turismo de Portugal, afirma que "nunca o turismo foi tão dinâmico e teve tanto impacto na economia nacional como hoje. Representa 13,7% do PIB nacional, é o maior exportador de serviços do país (50,1%) e estamos a crescer em todo o território. (...) Para 2019, o objetivo é continuar a crescer em valor e criar as condições necessárias para que os turistas queiram permanecer mais tempo, conheçam mais o território e tenham experiências que os façam regressar, não só para visitar como para viver, investir e criar empresas".

 

SIGI regula investimento imobiliário nacional

 

A consultora avança ainda que em 2019, espera-se que a introdução das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária tenham impacto no capital que entra no país, no equilíbrio do mercado de arrendamento, que protejam os investidores durante as oscilações de mercado e que dinamizem o mercado de capitais. Jorge Salvador Gonçalves, sócio da Garrigues, acredita que "O modo como a configuração dos REITs portugueses virá favorecer a competitividade do nosso mercado e atrair investimento para o imobiliário em Portugal, será uma das mais interessantes tendências a observar neste ano, num momento em que Lisboa se destaca nos mais reputados estudos de mercado entre as cidades de topo para investir em 2019".

 

Neste WMARKET'19, com edição dupla em português e inglês, Pedro Rutkowski refere que em 2018, "(...) o volume de investimento atingiu o recorde nacional de aproximadamente 3,2 mil milhões de euros transaccionados.". Em 2019 a tendência é "optimista e reveladora do crescente clima atractivo que Portugal tem demonstrado. Este ano, o Mercado de Investimento tradicional irá empreender caminho e alargar o seu leque de activos a outros usos".

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