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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Patrícia Barão, Head of Residential da JLL, indica que as obras continuam na maioria dos empreendimentos residenciais.

A responsável pelo segmento residencial da JLL, Patrícia Barão, em entrevista ao idealista/news, revela que na cidade do Porto continua a notar-se um grande dinamismo no segmento residencial, e que a atividade continua a ser semelhante ao período anterior à quarentena, devido à pandemia provocada pelo Covid-19.

 

As consultoras imobiliárias referem que a atividade caiu significativamente nas últimas duas semanas. Qual é a situação em relação à JLL residencial no Porto?

 

A atividade da JLL residencial não caiu. Do nosso lado, tem-se intensificado para manter a proximidade com os clientes, ajustar formas de trabalhar à nova realidade e efetivar os negócios em curso. Na JLL do Porto, fechámos já três negócios neste período de quarentena, exclusivamente através do contacto online.

 

Sentimos, no que diz respeito ao mercado internacional, que este mantém todo o interesse por Portugal, pelo Porto em particular.

 

Quer os investidores como os compradores particulares, estão nesta fase na expetativa de ver o que reserva o futuro, adiando algumas decisões de investimento. Mas sentimos também, por exemplo, no que diz respeito ao mercado internacional, que este mantém todo o interesse por Portugal, pelo Porto em particular, contudo, nesta altura, as viagens estão bastante limitadas, pelo que só excecionalmente avançam na compra sem visitar o imóvel.

 

Que medidas está a tomar a JLL para conseguir contornar as dificuldades de contacto e a realização de escrituras?

 

Os serviços públicos não encerraram, apenas estão a trabalhar de forma diferente, a maioria em regime de teletrabalho e via digital, assegurando o atendimento presencial por marcação e à porta fechada, e é assim que temos contornado o tema da realização de escrituras. Estando em contacto permanente com todos esses serviços administrativos, agentes legais, registos, notariado e advogados para saber exatamente quais os serviços que podem prestar e em que termos.

 

A JLL orgulha-se de manter uma relação próxima, e de total abertura, com grande parte dos referidos agentes.

 

Temos ainda recorrido à obtenção de documentação através de plataformas digitais e websites dos vários organismos. A JLL orgulha-se de manter uma relação próxima, e de total abertura, com grande parte dos referidos agentes, pelo que tem conseguido, através de conhecimentos cimentados, garantir que há formas de realização de escrituras em totais condições de segurança, quer através de cartórios, advogados e solicitadores.

 

Qual é o sentimento mais comum nos clientes?

 

Os nossos clientes, tal como a população em geral, reage de formas muito diferentes. Vários clientes continuam os seus investimentos como sempre fizeram, adaptando-se às questões de segurança que esta altura exige, outros estão mais expectantes e adotam o “wait and see”, enquanto outros recuaram e não estão a fazer nenhum tipo de investimento neste momento.

 

E a atitude da JLL perante esta situação?

 

A nossa atitude perante a atual situação é de responsabilidade. Apoiar, mais do que nunca, os nossos clientes e os nossos parceiros de negócio nacionais e internacionais - mais de 2000 em todo o mundo - e que nos procuram muito, uma vez que também dispomos da maior carteira de imóveis para venda em planta e uma carteira imensa de imóveis usados, aos quais é possível fazer uma visita sem sair de casa, através da videochamada.

 

Continuamos todos a trabalhar remotamente, de norte a sul do país, no mesmo horário de trabalho, sete dias por semana.

Sendo a JLL uma multinacional, presente em 80 países, beneficiamos de uma elevada experiência de venda à distância e de trabalho remoto, duas condicionantes que já faziam parte do nosso dia-a-dia antes da pandemia. Por isso, tentamos lidar com esta nova realidade de forma positiva, sentindo-nos totalmente aptos a concretizar qualquer negócio. Continuamos todos a trabalhar remotamente, de norte a sul do país, no mesmo horário de trabalho, sete dias por semana. Criámos também uma série de mecanismos para ajudar os nossos clientes e parceiros, facilitando-lhes a adaptação: visitas em videochamada, chat no nosso site, reuniões e apresentações em videoconferência, através de várias plataformas.

 

Quais os empreendimentos residenciais e as operações imobiliárias que estão a correr melhor comercialmente?

 

Não notamos ainda uma alteração significativa da dinâmica dos empreendimentos, comparativamente ao período de pré-quarentena. As obras continuam em curso na larga maioria dos casos, o que são ótimas notícias. Nesse sentido, podemos dar o exemplo do Emporium, na Sá da Bandeira, como um dos casos de maior sucesso que tem tanto clientes portugueses como internacionais; do Célere Porto Douro, um condomínio mais focado na classe média portuguesa e com um ritmo de vendas positivo; ou do Montevideu 156, na Foz e voltado para o mar, atraindo uma classe mais alta de clientes domésticos já familiarizados com esta zona da cidade.

 

Os promotores estão sensíveis a fechar operações com algum tipo de desconto?

 

Não temos notado que existam muitas propostas com descontos, fora do que já era habitual na atividade imobiliária. Os promotores estão atentos ao mercado e analisam as propostas numa base de caso a caso. Não há ainda qualquer tipo de abordagem por parte dos promotores de referência, de usarem descontos como forma de promoção. Ainda é muito cedo para se tomarem decisões estratégicas que passem pela alteração de preços e que tenham impacto no médio/longo prazo. As transações efetuadas, já no período Covid-19, têm estado em linha com o que já acontecia anteriormente.

 

E da parte dos clientes?

 

Da parte dos clientes, podemos dizer que tentam sempre obter alguma redução do preço, seja agora ou antes, quando o mercado atuava em plena normalidade.

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