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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O 21º estudo anual Quality of Living da Mercer mostra que muitas cidades em todo o mundo ainda oferecem ambientes atrativos para fazer negócios. As cidades melhores pontuadas são as que perceberam que a qualidade de vida é uma componente essencial no que se refere à atratividade de negócios e à mobilidade de talento.

As tensões comerciais e as tendências populistas continuam a dominar o clima político e económico global. A conjugação entre o espectro de uma política monetária restritiva e a volatilidade iminente dos mercados leva a  que os negócios internacionais se encontrem mais pressionados do que nunca para garantir que as operações no estrangeiro tenham sucesso.

Lisboa, encontra-se este ano na 37ª posição, tendo subido uma posição relativamente ao ano passado. Esta classificação permite-lhe estar acima de cidades como Paris (39ª), Londres (41ª) ou Nova Iorque (44ª). Contudo, o grande salto da capital portuguesa verifica-se no ranking da Segurança. Neste, Lisboa encontra-se na 31ª posição, subindo 12 lugares relativamente a 2005, onde se encontrava em 43º. Neste aspeto Lisboa encontra-se acima de cidades como Dublin (32ª), Paris (60ª) ou Barcelona (61ª).

 

Globalmente, Viena lidera o ranking pelo 10º ano consecutivo, seguida de perto por Zurique (2ª). Em terceiro lugar partilhado encontram-se Auckland, Munique e Vancouver – a cidade com melhor ranking na América do Norte nos últimos 10 anos. Singapura (25ª), Montevideo (78ª) e Porto Luís (83ª) mantêm o seu estatuto enquanto as cidades com o ranking mais elevado na Ásia, América do Sul e África, respetivamente. Apesar de Bagdade continuar no lugar mais baixo da lista, verificaram-se melhorias significativas associadas aos serviços de segurança e saúde. Caracas, contudo, viu as suas condições de vida caírem devido à instabilidade política e económica.

 

O estudo da Mercer é um dos mais abrangentes e é desenvolvido anualmente para permitir a empresas multinacionais e outras organizações remunerarem os seus colaboradores de forma justa quando os colocam em projetos internacionais. Para além de dados importantes relativamente à qualidade de vida, o estudo da Mercer faz uma avaliação de mais de 450 cidades em todo o mundo. Este ranking inclui 231 destas cidades.

 

Este ano, a Mercer disponibiliza um ranking separado sobre segurança pessoal que analisa a estabilidade interna das cidades, níveis de criminalidade, aplicação da lei, limitações à liberdade individual, relações com outros países e liberdade de imprensa. A segurança pessoal é um pilar de estabilidade em qualquer cidade, sem o qual os negócios e talentos não conseguem prosperar. Este ano, a Europa Ocidental lidera os rankings, com o Luxemburgo a ser considerado a cidade mais segura do mundo, seguido por Helsínquia, e as cidades suíças como Basileia, Berna e Zurique, juntas em segundo lugar. De acordo com o ranking de 2019 de segurança pessoal da Mercer, Damasco posiciona-se no fundo da tabela em 231º lugar e Bangui, na República Centro Africana, registou o segundo pior resultado, encontrando-se em 230º lugar.

 

“A segurança das pessoas é medida através de um largo conjunto de  fatores e está constantemente em mutação, visto que as circunstâncias e condições nas cidades e países muda de ano para ano. Estes fatores revelam-se essenciais para as multinacionais no sentido de decidirem quando devem enviar os seus colaboradores além-fronteiras, tendo em consideração preocupações em torno da segurança do expatriado, bem como o impacto significativo que pode ter relativamente ao custo de programas de compensação internacionais,” comenta Tiago Borges. “No sentido de permanecerem atualizadas acerca da qualidade de vida nas várias geografias que os seus colaboradores são colocados, as empresas precisam de dados precisos e métodos objetivos para as ajudar a determinar o custo das implicações de mudança de padrões de vida.”

 

As cidades europeias continuam a ter a qualidade de vida mais elevada do mundo, com Viena (1º), Zurique (2º) e Munique (3º) a ocuparem o primeiro, segundo e terceiro lugares na Europa, mas também no Mundo. 13 cidades do top 20 são europeias. As principais capitais europeias como Berlim (13º), Paris (39º) e Londres (41º) permaneceram estabilizadas no ranking deste ano, enquanto Madrid (46º) subiu três lugares e Roma (56º) subiu um. Minsk (188º) Tirana (175º) e São Petersburgo (174º) permaneceram como as cidades com o ranking mais baixo na Europa este ano, enquanto Sarajevo (156º) subiu três lugares devido à queda de crimes reportados.

 

A cidade mais segura da Europa foi Luxemburgo, seguida de Basileia, Berna, Helsínquia e Zurique, reunidas em segundo lugar. Moscovo (200º) e São Petersburgo (197º) foram, este ano, as cidades menos seguras na Europa. As cidades que mais caíram no ranking na Europa Ocidental entre 2005 e 2019 foram Bruxelas (47º), devido aos ataques terroristas recentes e Atenas (102º), refletindo a sua recuperação lenta da convulsão económica e política, em seguimento da crise financeira mundial.

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