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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A medida foi anunciada aos trabalhadores através de um comunicado interno e vai durar, pelo menos, 30 dias. "Espero que compreendam (...) sob pena de não conseguirmos garantir o futuro da empresa”, escreve na nota o presidente da comissão executiva Ângelo Ramalho.

A Efacec comunicou aos seus trabalhadores que vai entrar em >layoff a partir da próxima segunda-feira, dia 6. Num comunicado interno, a que o i teve acesso, Ângelo Ramalho, presidente da comissão executiva da empresa, anunciou que a Efacec “decidiu requerer o estatuto de layoff simplificado, durante um período de 30 dias”. A medida pode, eventualmente, ser renovável.

 

“Esta é uma decisão difícil, que não foi tomada de ânimo leve nem sem pesar todas as soluções difíceis. Espero que compreendam a impossibilidade de a adiarmos sob pena de não conseguirmos garantir o futuro da empresa”, lê-se na nota.

 

A medida vai abranger, por agora, a Efacec Energia, Efacec Engenharia e a Efacec Serviços Corporativos, empresas sediadas em Portugal, sendo que a Efacec Electric Mobility não será, neste momento, abrangida pelo layoff.

 

O layoff simplificado foi anunciado pelo Governo na passada quinta-feira, dia 26 de março, como uma medida excecional e temporária para a manutenção do emprego, permitindo às empresas a redução temporária do período normal de trabalho ou suspensão de contrato de trabalho, no âmbito da pandemia da doença covid-19. Os trabalhadores abrangidos passam a ter direito a receber dois terços da remuneração normal bruta, que será suportada de forma partilhada entre a entidade empregadora (30%) e a Segurança Social (70%). Neste regime, ninguém pode ficar a ganhar menos do que o salário mínimo (635 euros) nem receberá mais do que 1905 euros (valores brutos).

 

Recorde-se que a Efacec atravessa momentos difíceis depois do arresto de contas e bens de Isabel dos Santos e das suas empresas em Portugal no âmbito do processo conhecido como Luanda Leaks. A empresária angolana já colocou a sua participação (de 66,1%) na empresa à venda, mas, até ao momento, nenhum negócio foi ainda fechado.

 

A intenção de Isabel dos Santos em vender a sua participação já levou à saída da empresa dos seus “homens de confiança”:

 

Mário Leite da Silva deixou o cargo de presidente do conselho de administração e Jorge Brito Pereira o de presidente da assembleia geral.

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