"O Estado hoje tem outras prioridades. Estamos a olhar mais para os problemas internos que para os problemas externos", acentuou Manuel Vicente, que falava numa conferência de imprensa para apresentação do balanço das atividades do executivo de Luanda no primeiro trimestre de 2012.
A resposta de Manuel Vicente foi feita à pergunta se Angola iria participar no programa de privatizações previsto em Portugal nos setores da comunicação e transportes, ou se a iniciativa ficaria do lado de empresários privados, como sucedeu nos últimos dias com a empresária Isabel dos Santos, ao comprar significativas posições na banca e telecomunicações em Portugal.
"Os empresários privados são livres. Onde eles encontrarem oportunidades e virem que há, de facto, a criatividade e escala para investir, só nos resta, como governo apoiarmos essas iniciativas", acrescentou.
Todavia, Manuel Vicente justificou o porquê da escolha de Portugal para os primeiros investimentos diretos do Estado angolano.