O projeto, que agora se vai iniciar, com a duração de 32 meses, envolve um montante de 300 mil euros e prevê o desenvolvimento de um "atuador" de asa (pá) de helicóptero, ao qual a empresa instalada em Coimbra pretende ainda adicionar um sistema de comunicação wireless (sem fios).
O atuador visa diminuir a rotação da asa (pá) assegurando um idêntico, ou superior, desempenho do helicóptero. Em consequência haverá uma diminuição do consumo de combustível, dos gastos de manutenção e uma redução do ruído e vibração.
Ricardo Patrício, responsável técnico da empresa, explicou à agência Lusa que com a diminuição das rotações se ampliam os intervalos de manutenção e se prolonga o tempo de vida do rotor das pás, dispositivo que representa um valor superior a um terço do custo do helicóptero.
"A incorporação de atuadores (flap) em asas abarca uma série de desafios, em particular relacionados com o reduzido espaço disponível, com a concentração de tensões, propagação de fissuras provocadas pelas elevadas cargas em operação, explicou.
O balanceamento de massas, acrescentou, "com enormes acelerações, a distribuição da temperatura, as deformações termoelásticas, com "roteamento" da cablagem" e a incorporação do sistema de comunicações são outros dos grandes desafios ao projeto.
Pretendendo ir além do âmbito do projeto que vai desenvolver, em parceria com a Comissão Europeia e a Agusta Westland (fabricante europeu de helicópteros), a Active Space Technologies vai incorporar conhecimento em que tem apostado, de sensores e tecnologias que permitam a monitorização automática de componentes críticos.
"Introduzindo a monitorização contínua podem relaxar-se os intervalos de inspeção, reduzindo os custos da operação", sublinha Ricardo Patrício.