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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO




O setor de turismo tem de "vender mais e melhor" tanto nos mercados tradicionais como em novos, procurando fortalecer a competitividade e qualidade da sua oferta, defendeu hoje o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, em Barcelona.

"Precisamos de reforçar a competitividade do setor, apostar na diversificação. É importante dar as boas vindas a investidores, estimular o investimento e a diversificação dos mercados", disse Álvaro Santos Pereira no arranque do 2.º Fórum Ibérico.
 
"Queremos ser agentes de mudança e estímulo à cooperação. É bastante importante não olhar só para um aumento da oferta mas aumentar a procura. Vender mais e melhor, tanto nos mercados tradicionais como em novos mercados e mostrar uma oferta mais competitiva e de qualidade", afirmou.
 
O segundo Fórum Ibérico reúne hoje responsáveis de Portugal e Espanha, bem como especialistas do setor de turismo dos dois países, na Casa Llotja de Mar, sede da Câmara de Comércio de Barcelona.
 
O fórum, iniciativa conjunta do Governo de Portugal e da Câmara de Comércio de Barcelona, r apoiado pela Caixa Geral de Depósitos e pelo Turismo de Portugal, "pretende ser uma plataforma empresarial luso-espanhola, com caráter de permanência, para a promoção do debate e da cooperação no âmbito da economia península".
 
Para o governante português trata-se de uma oportunidade de "partilha e convergência para a construção de estratégias" que ajude a "aumentar a competitividade dos setores turísticos dos dois países".
 
Processo que requer a "forte participação da sociedade civil, especialmente dos empresários", a quem Santos Pereira apelou para que "acompanhem e repliquem os esforços de cooperação iniciados pelos dois Governos. Sabemos que nem sempre a cooperação tem alcançado o grau desejado. Sabemo-lo e estamos profundamente empenhados em alterar esta realidade. É uma necessidade que ganha ainda maior dimensão em tempos de dificuldades e sacrifícios que todos vivemos. Só unidos somos mais fortes, é o caminho com futuro que nos conduzirá ao sucesso a nível europeu".
 
Santos Pereira referiu que Portugal e Espanha "estão a ser colocados à prova" com "dificuldades financeiras e económicas" que obrigam a "reagir e a lutar", também no setor do turismo, uma das áreas mais dinâmicas da economia e "responsável por cerca de 10% do PIB e mais de 11% do emprego".
 
No caso português, e entre outros aspetos, o ministro da Economia referiu-se a várias das reformas estruturais aprovadas nos últimos meses por Portugal, "necessárias para libertar a economia e ajudar a fomentar maior competitividade".
 
Entre as reformas referiu-se a alterações nos licenciamentos industriais - "para diminuir burocracia e procedimentos, criando um país amigo do investimento" - mudanças na lei da concorrência, alterações ao código de insolvência e reformas no capital de risco público.
 
"Queremos promover uma economia mais dinâmica e mais competitiva. Entendemos que nesta nova economia o turismo é essencial para alavancar a economia e permitir crescimento mais equilibrado e sustentado".