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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A AEP – Associação Empresarial de Portugal teve, hoje, a confirmação oficial daquilo que as empresas e, consequentemente, a economia portuguesa já têm vindo a sentir: uma quebra abrupta na atividade, de que não há memória. A já sentida redução do PIB no segundo trimestre do ano ascendeu a -14,1 por cento em cadeia e a -16,5 por cento em termos homólogos.

Os dois principais mercados de destino das exportações portuguesas registaram a evolução mais severa, com o PIB espanhol a cair 18,5 por cento em cadeia e 22,1 por cento em termos homólogos e o PIB francês a registar uma quebra de 13,8 por cento em cadeia e de 19 por cento em termos homólogos. Acresce a forte quebra na Alemanha (-10,1 por cento e -11,7 por cento) e em Itália (-12,4 por cento e -17,3 por cento).

 

Para o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro, “estes dados suscitam elevada preocupação e demonstram bem que, infelizmente, a tão desejada fase de retoma é neste momento ainda uma miragem e constituem, por isso, mais uma prova da necessidade de uma redobrada atenção e, fundamentalmente, de uma rápida atuação por parte das políticas públicas”.

 

A AEP reafirma a enorme importância das medidas de apoio à economia, nomeadamente o prolongamento do lay-off simplificado, no modelo que funcionava até agora, pelo menos até ao final do ano, bem como outras medidas de apoio à enorme carência de liquidez das empresas portuguesas, que passam por colocar no terreno as linhas de crédito com garantia do Estado já reforçadas, os seguros de crédito à exportação, várias medidas fiscais, bem como a realocação de verbas do Portugal 2020 para o tecido empresarial. É, ainda, de enorme relevância a implementação de uma política laboral flexível, que se adeque à dinâmica da atividade económica.

 

Neste contexto, a prioridade de Portugal terá de se centrar, cada vez mais, no reforço do apoio à atividade empresarial.

Não podemos esquecer que apoiar as empresas significa apoiar a criação de riqueza, a manutenção e criação de emprego e contribuir para uma trajetória mais sólida das contas públicas. Se nada se fizer - muito rapidamente - corremos um sério risco da próxima divulgação das contas nacionais trimestrais darem a conhecer dados ainda mais graves, simplesmente porque muitas empresas não conseguirão aguentar até lá”, relembra o presidente da AEP.

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