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A banca espanhola alcançou um lucro global de 12.060 milhões de euros no ano passado, mais 51% do que em 2016, ano em que os prejuízos do Banco Popular penalizaram o sector.

Os números divulgados esta quinta-feira pela Associação Espanhola de Banca (AEB) revelam que os seus associados registaram um total de 12.060 milhões de euros de lucro.

Excluindo as perdas do Popular, entretanto comprado pelo Santander, os lucros da banca espanhola cresceram 5,3% em 2017.

A melhoria dos resultados foi influenciada pelo crescimento da margem bruta, pela contenção nos custos de exploração e pelas menores necessidades de provisões para imparidades. A margem financeira atingiu um valor recorde de 59 mil milhões de euros, uma subida de 4,5%, graças à redução dos custos financeiros. A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) subiu dos 4,09% para os 6,16%.

"Estamos, não a meio caminho, mas quase na última etapa do processo de limpeza dos balanços", referiu o presidente da AEB, José María Roldán.

Estes dados reflectem "uma conta de resultados que indica um sector claramente em recuperação da rentabilidade necessária para continuar a financiar a recuperação económica", acrescentou.

Os resultados da banca espanhola contaram com o contributo dos negócios em Portugal onde várias instituições financeiras detêm participações significativas, casos da Caixabank no BPI e do Santander, que detém o Santander Totta, para além de bancos que operam sobre a sua própria marca em Portugal, como o BBVA e Bankinter.

No ano passado, a banca portuguesa registou um saldo negativo devido aos prejuízos de quase 1.400 milhões de euros do Novo Banco.

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