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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A AIP quer unir grandes empresas e PME em projetos de internacionalização conjunta, e para isso lançou o programa PME Connect, que junta 5 grandes grupos e 50 PME.

A internacionalização é um desafio para as Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas, mas quais são as principais dificuldades sentidas pelas empresas que querem investir nos mercados externos? Um inquérito da Associação Industrial Portuguesa (AIP) permitiu concluir que a grande maioria (56%) considera como muito relevantes a “dificuldade na identificação e captação de parceiros”, e a “dificuldade na identificação e captação de clientes”. Foi para ultrapassar estas barreiras que foi criado o programa PME Connect, uma iniciativa da AIP, apresentada esta terça-feira, em Lisboa.

 

O objetivo do programa, que conta com o apoio da Ordem dos Economistas e da Casa da América Latina, é “um trabalho aprofundado de cooperação efetiva entre grupos fortemente internacionalizados e a PME”, afirmou Paulo Caldas, diretor da AIP responsável pela área de Economia, Empreendedorismo, Financiamento e Inovação. “O modelo de participação em feiras está esgotado”, acrescentou o responsável da AIP que, em conjunto com a consultora Deloitte, procurou bons exemplos lá fora, numa análise de benchmarking internacional. O PME Connect nasceu do cruzamento das dificuldades sentidas pelas PME nacionais e do que os outros países estão a fazer para apoiar as empresas em processos de internacionalização.

 

E como é que se operacionaliza o programa? Foram convidados cinco Grupos Fortemente Internacionalizados (GFI) de “setores estruturantes da economia” para criar grupos de trabalho, cada um com 10 PME . As grandes empresas escolhidas foram a Sonae (retalho), Pestana (turismo), EDP (energia), Tekever (defesa) e Mota-Engil (construção), que ajudaram a escolher 50 PME de um grupo inicial de 268 empresas identificadas pela AIP.

 

Cada GFI realizará sessões de trabalho com o seu grupo de 10 PME para “transferir conhecimento diretamente para os empresários”, explica Pedro Miguel Janeiro, da Deloitte. O objetivo final é criar relações de confiança que possam resultar no futuro em projetos de internacionalização conjunta.

 

“Sentimos que muitas vezes as PME precisam de vencer o desconhecido. Estamos presentes em 28 países, podemos partilhar conhecimento”, afirma Pedro Arrais, Head of Institucional Relations and Communication da Mota- Engil, para quem as empresas devem “apoiar o desígnio nacional de internacionalização da economia portuguesa”.

 

Muitas das PME participantes já estão presentes no exterior, mas, sublinha Paulo Caldas, “há sempre espaço e margem para uma empresa se internacionalizar melhor”, além de que, das 23 500 exportadoras nacionais, 85% não exporta para mais do que um mercado.

 

No dia 23 de maio haverá uma sessão pública de apresentação do PME Connect, com a presença de todos os participantes. Entre 27 de junho e 14 de novembro realizar-se-ão cinco open days dedicados aos setores da constrição, turismo, IT & defesa, energia e retalho, aos quais se podem juntar outras PME. No dia 28 de novembro realiza-se o evento final, fazendo-se um balanço do programa, que os promotores gostariam que ficasse como “um exemplo para o futuro, com a divulgação de boas práticas e conhecimento”.

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