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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Existem momentos na vida empresarial em que a decisão certa pode mudar o futuro.

A Sibec é o parceiro ideal para o ajudar a decidir nesses momentos afirma, em entrevista à Vida Económica" Arsénio Leite, administrador da Sibec. Arsénio Leite considera que os recursos humanos são o capital mais valioso da empresa. No que se refere aos principais sistemas de incentivos às empresas, SI Inovação, SI Qualificação e SI internacionalização, afirma que ainda é possível melhorar o seu funcionamento. A "chave na mão" é um dos pontos fortes da Sibec, entre outros

ARSÉNIO LEITE, ADMINISTRADOR DA SIBEC, AFIRMA

Vida Económica - Resumidamente, comece por contar aos leitores da Vida Económica um pouco sobre a sua experiência relativamente à área de especialidade em Fundos Comunitários, bem como o que levou ao início da empresa Sibec.

Arsénio Leite - Como consultor económico de empresas, sempre me dediquei à elaboração de estudos de viabilidade técnica, económica e financeira que tinham como finalidade a instrução de processos de financiamento das empresas junto da banca. O 1º QCA - Quadro Comunitário de Apoio, iniciado em 1989, tinha como objetivo apoiar o investimento de modernização e expansão das empresas portuguesas, sendo que o processo de candidatura a esses fundos englobava a realização de estudos de viabilidade. Consequentemente, a nossa especialização em Fundos Comunitários surge na continuidade do meu trabalho como consultor. A Sibec é uma marca registada e detida pela firma Blue Consulting. Existe desde 1989 e dedica-se fundamentalmente à elaboração de candidaturas a fundos comunitários estudos económicos, financiamentos, contabilidade e fiscalidade e gestão da qualidade. Localiza-se em Vila Nova de Gaia, desde agosto de 2008, e tem um capital social de 67 500 €. Tem uma equipa experimentada, constituída por sete colaboradores permanentes e uma bolsa alargada de consultores externos. A Sibec considera que os recursos humanos são o seu capital mais valioso, daí a prática da formação contínua há muito tempo implementada, a rigorosa seleção dos seus quadros e a abertura, desde sempre praticada, à entrada de jovens que queiram, realmente, aprender e trabalhar.

Recursos humanos são o capital mais valioso
VE - Ao longo dos anos, a empresa foi-se adaptando ao mercado ou todos estes serviços de que atualmente dispõem sempre fizeram parte do vosso leque de serviços?

AL - Há alguns anos atrás, após longa reflexão estratégica, procedeu-se a uma recentragem das atividades desenvolvidas, com o abandono de algumas, dados os elevados custos de funcionamento e a grande dificuldade de controlo, por parte do núcleo duro, tais como seguros, ensino e formação profissional, ambiente (Tecnonet-Air), alguns mercados internacionais e outsourcing da função comercial. Isto é, passámos a fazer aquilo em que somos bons, em que possuímos grande know-how, onde temos grande experiência e onde possuímos vantagens competitivas. Paralelamente, foi reajustada a estrutura societária e procedeu-se à mudança de instalações, que se situam atualmente em Gaia, ao lado do El Corte Inglês. Estamos no mercado de consultoria há cerca de três décadas, pelo que a nossa preocupação tem sido aprofundar as nossas competências na elaboração de candidaturas e no desenvolvimento de novos serviços relacionados com a execução dos projetos, nomeadamente ao nível do acompanhamento na execução. Ao longo do tempo, foram sendo desenvolvidos novos serviços, como a implementação de certificações nas áreas de Qualidade, Ambiente, Saúde e Segurança, Eco hotel, Produtos e Serviços, a prestação de serviços de gestão, contabilidade e fiscalidade e ainda serviços relacionados com a internacionalização, como sejam os estudos de mercado, planos de marketing, etc. O nosso "core business" ainda continuam a ser os Fundos Comunitários, tendo a Sibec elaborado, aprovado e acompanhado mais de 1000 candidaturas aos vários programas de fundos comunitários nos 5 Quadros Comunitários de Apoio e obtido muitos milhões de incentivos para os seus clientes. A nossa taxa de sucesso é elevada e situa-se atualmente nos 96%.
Medidas para melhorar aplicação dos fundos
VE - O que poderia melhorar no sistema de apoios europeu?

AL - O Portugal 2020 foi anunciado como o QCA que dispunha de mais fundos destinados às empresas. Volvidos mais de quatro anos de aplicação dos fundos, estamos há cerca de um ano e meio sem candidaturas para os projetos de inovação e empreendedorismos, não existindo atualmente qualquer previsão para novos concursos. No último concurso do SI Inovação existiram bons projetos, com quatro pontos (pontuação máxima cinco pontos) que não tiveram dotação orçamental. No que se refere aos principais sistemas de incentivos às empresas, SI Inovação, SI Qualificação e SI Internacionalização, ainda é possível melhorar o seu funcionamento através das seguintes medidas:
Apresentação de planos anuais de concursos, para que as empresas possam programar os seus investimentos e preparar as candidaturas;
Cumprimento dos prazos de análise das candidaturas, das alegações contrárias e dos pedidos de pagamento;
O prazo de execução dos projetos apenas deveria começar a ser contado a partir da data contratação do apoio, independentemente do calendário proposto em sede de candidatura;
No caso do SI Inovação, o prazo de carência do subsídio reembolsável devia ser alargado para 3 anos, pois na maior parte dos casos as empresas são obrigadas a devolver os apoios quando ainda não executaram os projetos (quando é solicitado um prazo adicional para a realização), exercendo pressão na sua tesouraria, visto que ainda não são visíveis os resultados do projeto;
Flexibilizar as regras de apresentação dos pedidos de pagamento, nomeadamente com a possibilidade de proceder à apresentação de um PTA-Faturas logo após a certificação do adiantamento de 10% do incentivo e permitir a possibilidade de apresentação de um PTA - Faturas superior a 500 mil euros ou a 25% da despesa elegível, sem necessidade de garantia bancária;
Flexibilizar as regras de alteração às despesas elegíveis contratadas, pois a realidade empresarial é muito dinâmica, sendo frequentemente necessário alterar os investimentos candidatos;
Realização de visitas de acompanhamento às empresas apoiadas pelos gestores das candidaturas dos organismos intermédios (IAPMEI, AICEP, etc).

VE - O que distingue a forma de trabalhar da SIBEC das restantes empresas do mesmo setor?

AL - A Sibec norteia-se por um conjunto de princípios testados na prática ao longo destes anos, que se podem traduzir nos seguintes pontos fortes:
Ética e seriedade na condução dos negócios;
Vestir sempre a camisola do cliente, pequeno ou grande, para o bem e para o mal, isto é, até ao fim;
Atendimento personalizado, à medida (não é pronto a vestir);
Arranjar soluções para os problemas dos clientes e não arranjar novos problemas;
Serviço profissional e focado no cliente;
"Chave na mão" - Quando contratamos, por exemplo a elaboração de um projeto, não é só o projeto que estamos a contratar, mas tudo o que está inerente, desde a ideia inicial até ao encerramento do mesmo, no sentido de evitar futuros problemas aos clientes com projetos aprovados e que, pelos mais variados motivos, não são implementados, ou são mal executados, originando consequências drásticas para os mesmos, tais como devolução de verbas já recebidas, execução de garantias bancárias, etc. Rigor e independência: trabalhamos com o mercado puro e duro, onde temos que ser bons e não protegidos por alguém ou alguma instituição. Como costumamos dizer, temos sido independentes de partidos, igrejas e grupos económicos; Continuidade das equipas, o que nos permite fazer a comparação das realidades legislativas e de gestão dos fundos ao longo dos 5 QCA, e resolver problemas de candidaturas, mesmo passados vários anos; Conjunto alargado e diversificado de indicadores/angariadores, onde predominam antigos clientes ("passa a palavra"). Em suma, na Sibec o dia a dia é norteado pela máxima "inteligência em ação", ou como afirmava Arquimedes, há mais de 2000 anos, "como não posso mudar o vento, posso ajustar as velas para ele me levar ao meu destino".

A SIBEC tem uma equipa experimentada constituída por sete colaboradores permanentes e uma bolsa alargada de consultores externos.

A SIBEC elaborou, aprovou e acompanhou mais de mil candidaturas aos vários programas de fundos comunitários, registando uma taxa de sucesso de 96%, adianta Arsénio Leite.

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