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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Manuel Claro, coordenador executivo do subprograma Media, do Centro de Informação Europa Criativa, será o responsável pela Portugal Film Commission, cuja criação foi aprovada hoje em Conselho de Ministros.

De acordo com o Ministério da Cultura, Manuel Claro será o film commissioner, enquanto Inês Queiroz, que em 2017 tinha sido nomeada para o gabinete da secretaria de Estado do Turismo, será directora executiva.

 

A Portugal Film Commission (PFC) ficará na dependência da Cultura e do Turismo e “terá como missão garantir a simplificação e agilização dos procedimentos de autorização de filmagens em Portugal”.

 

Este é um projecto há muito tempo em curso, mas não tinha sido ainda formalizado. Acontece agora, em final de legislatura e numa altura em que a tutela tem em funcionamento o programa de incentivo à produção cinematográfica e audiovisual e captação de filmagens.

 

Ao abrigo desse programa de incentivos, que a secretaria de Estado do Turismo e o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) apresentarão em Cannes durante o festival de cinema, foram já aprovadas 26 candidaturas, que totalizam um investimento global em Portugal de 36,6 milhões de euros, indica o Ministério da Cultura em comunicado.

 

A título de exemplo, um dos filmes que já beneficiou desse programa de financiamento foi “Frankie”, do realizador norte-americano Ira Sachs, integralmente rodado em Portugal, com co-produção de Luís Urbano, técnicos portugueses e parte do elenco nacional, encabeçado pela actriz francesa Isabelle Huppert e que tem estreia em Cannes, inserido na competição oficial.

 

Em entrevista à agência Lusa já em Junho de 2017, o actual presidente do ICA, Luís Chaby Vaz, disse que Portugal ainda não era um “produto cinematográfico competitivo” a nível internacional, porque precisava de mais promoção e regulação.

 

Chaby Vaz referiu-se ao trabalho das film commissions (comissões de cinema) que existem no país, estruturas que foram sendo criadas nos últimos anos, algumas com ligações às autarquias, para promover uma determinada região como destino de rodagem de produções estrangeiras.

 

As film commissions “não são guias turísticos para directores de fotografia. É muito mais do que isso. É um sector económico que tem que dar respostas. As decisões de rodar em Portugal ou noutro sítio concorrente prendem-se com a nossa rapidez e clareza na captação do negócio. Só depois é que podemos enfrentar esse esforço de promoção com sucesso”, alertou Luís Chaby Vaz.

 

Nessa altura, a tutela criou o portal PicPortugal (www.picportugal.com) com informações, fotografias e dados estatísticos sobre Portugal, para captar a rodagem de mais produções estrangeiras.

 

No começo de 2018, o Governo publicou um despacho em “Diário da República” a anunciar um grupo de trabalho interministerial, coordenado pela secretaria de Estado da Cultura, para pôr em prática a criação de uma film commission.

 

Segundo esse documento, o Governo pretendia ter delineada a criação de uma comissão até Maio de 2018, que é agora formalizada, um ano depois.

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