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Para promover estes serviços e produtos junto dos estudantes universitários, o ISCTE realiza uma feira onde vão estar presentes 24 'start-ups'.

Aulas de música ao domicílio, aluguer de motos e bicicletas, alimentação saudável e viagens pelo país são serviços prestados por dezenas de empresas criadas maioritariamente por jovens a pensar nos mais de 42 mil universitários estrangeiros em Portugal.

 

Para promover estes serviços e produtos junto dos estudantes universitários, o ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa realiza na segunda-feira uma feira onde vão estar presentes 24 ‘start-ups’ que se dedicam a este mercado.

 
 
“O mercado internacional de ensino superior que o Acordo de Bolonha criou, e no qual Portugal se está a revelar muito competitivo, também fez nascer novos mercados nas cidades universitárias portuguesas”, disse à Lusa a coordenadora do Gabinete de Relações Internacionais do ISCTE, Sónia Henriques.
 
Em Portugal, os estudantes universitários estrangeiros já são mais de 42.500. Só na Área Metropolitana de Lisboa são quase 18 mil com gostos e necessidades específicas.
 
Para responder a este mercado, nasceram dezenas de empresas, a maioria criada por jovens universitários no centro de empreendedorismo do ISCTE–IUL e no âmbito da ‘Start Up Lisboa’, disse Sónia Henriques. “Empreenderam e criaram empresas com soluções inovadoras de jovens para jovens”, atuando em várias áreas, desde o turismo, ambiente, mobilidade ou alimentação saudável, sublinhou.
 
Foi a pensar nestes estudantes, que “vão estar por um período curto de tempo [no país] e que precisam de serviços e soluções para uma melhor e rápida integração”, que o ISCTE decidiu realizar o evento “Start me Up!”, segundo Sónia Henriques.
 
Para isso, convidou 24 empresas que desenvolveram produtos e serviços específicos para estes estudantes que vão desde plataformas para encontrar alojamento, aulas de português, aulas de música ao domicílio a aluguer de motos e de bicicletas, de viagens pelo país a atividades radicais.
 
Também há quem desenvolva aplicações móveis de adaptação ao novo sistema de ensino, forneça alimentação saudável ou promova o desporto em associação com as novas tecnologias. A feira, que está aberta ao público em geral, destina-se a mostrar as suas ofertas a toda a comunidade de estudantes estrangeiros na capital, que “em boa parte dos casos tem um poder de compra superior ao dos portugueses”.
 
Dos mais de 42.500 estudantes estrangeiros em Portugal, cerca de 12.500 são brasileiros, seguidos de angolanos, espanhóis, cabo-verdianos e italianos. Os chineses e os franceses encontram-se entre os grupos de estudantes que mais tem crescido nas universidades portuguesas, refere o ISCTE.
 
Algumas ‘start-ups’ portuguesas que se dedicam a este mercado já se tornaram conhecidas na Europa, caso da Uniplaces, a plataforma de arrendamento de quartos e de casas para estudantes que trabalha em 16 cidades universitárias europeias de Inglaterra, Espanha, Itália, França e Alemanha, entre as quais as portuguesas Lisboa, Porto e Coimbra.
 
A iniciativa conta com o apoio do pelouro da Inovação e Desenvolvimento da Câmara Municipal de Lisboa.

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