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CABEÇALHO

O fundo deverá mobilizar cerca de 100 mil milhões de euros para apoiar empresas que avancem para lay-off, conseguindo assim travar despedimentos coletivos.

Com o objetivo de apoiar empresas que avancem para a suspensão temporária de contratos e travar despedimentos coletivos, a Comissão Europeia está a ultimar um mecanismo que já estava em cima da mesa e que, diante do efeiro devastador da pandemia da covid-19, ganhou um ritmo acelerado.

 

A proposta aponta para a criação de um fundo comunitário de apoio ao desemprego que priorize medidas como o lay-off [suspensão temporária de contratos], segundo noticia o “El Pais”. De acordo com fontes comunitárias, o fundo deverá mobilizar cerca de 100 mil milhões de euros para apoiar empresas que avancem para lay-off, conseguindo assim travar despedimentos coletivos.

 

Os primeiros cálculos de Bruxelas indicam que o fundo estaria dotado dos referidos 100 mil milhões disponíveis através de uma emissão de títulos ou, se necessário, recorrendo ao orçamento comunitário. O valor servirá para que os países possam financiar mecanismos de apoio às empresas que passem pela suspensão temporária de de contratos e não pela destruição de emprego.

 

A Comissão Europeia deverá afinar a proposta em função das várias modalidades de lay-off em vigor nos Estados-membro.

 

A criação deste instrumento beneficiará em larga medida os países do sul da Europa, incluindo Portugal, que estão entre os mais afetados pelo efeitos da covid-19.

 

Segundo o “El Pais”, Ursula von der Leyen discutirá a proposta na reunião semanal de comissários desta quarta-feira, admitindo-se que caso reúna apoios possa avançar com uma decisão ainda antes do final da semana.

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