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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A brasileira Sizebay instalou-se em Coimbra para avançar para o mercado europeu de comércio online de moda. Já fechou o primeiro cliente português.

Comprar uma peça de roupa online pode ser um desafio. Nem sempre o tamanho da camisola ou calças é o certo para o seu corpo. Resultado? Mais uma devolução ao site de e-commerce elevando os seus custos de operação. A Sizebay, uma startup brasileira que abriu este ano a sua operação europeia a partir de Coimbra, promete reduzir em 75% as devoluções de compras de roupa e calçado. Acaba de fechar o seu primeiro cliente nacional: a Sahoco.

 

A história da Sizebay em Portugal começou a escrever-se à precisamente um ano na Web Summit.”Fizemos o primeiro contacto com Portugal o ano passado com a Web Summit. Viemos com o incentivo da APEX – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos”, conta Marcelo Bastos, um dos sócios fundadores da Sizebay. “Tínhamos três objetivos, apresentar o produto e ver a sua adesão no mercado europeu, apresentar a empresa a investidores e, o terceiro, conhecer as incubadoras existentes em Portugal. Visitamos Braga, Coimbra, Lisboa, e outras cidades. Foram duas semanas intensas.”

 

Em janeiro a empresa recebeu um investimento de 200 mil euros de um fundo português, o Core Angels Atlantic, para financiar o movimento de internacionalização da empresa que, no Brasil já trabalha com “90% do ecommerce de moda” do país.

 

Fundada em Joinville (Estado brasileiro de Santa Catarina) em 2015, a Sizebay é uma scale up que fornece soluções de inteligência artificial para o e-commerce de moda, trabalha com mais de 240 clientes no mercado brasileiro, sites de comércio eletrónico como NetShoes, Decathlon, Nike, Levi’s ou a Intimissimi, a quem propõe uma ferramenta, o Provador Virtual, que ajuda o consumidor a fazer o match entre o tamanho certo da peça de roupa e o seu corpo. Como? De uma forma simples e, sobretudo, sem invadir a privacidade do consumidor, garante Marcelo Bastos.

 

Quando o consumidor escolhe o produto no site, perguntam-lhe em que tamanho pretende, surgindo a opção de Provador Virtual. “Quando clica, se nunca usou o serviço, perguntamos altura, peso e idade. Com estas informações, através de um algoritmo de antropometria que desenvolvemos, apresentamos um segundo ecrã onde desenhamos o corpo. Não desenvolvemos nenhuma tecnologia intrusiva, com câmara ou fotografia. Por isso, além de ser contra o GDPR, criando uma dificuldade grande com a privacidade, criaria a necessidade de o consumidor ficar quase de roupa interior. É muito invasivo. Com a antropometria formamos o seu corpo, você escolhe o desenho do corpo que mais se assemelha ao seu, e damos uma recomendação de tamanho e porquê. Mas mostramos também outros tamanhos, porque nem sempre o produto encaixa no seu corpo do jeito que quer, às vezes quer um produto mais folgado outras mais justo”, descreve Marcelo Bastos.

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