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CABEÇALHO

A Caminhos Cruzados, produtora de vinhos da região demarcada do Dão, deverá encerrar este ano com um volume de negócios superior a um milhão de euros, revelou Paulo Santos, administrador da empresa, durante a apresentação da nova adega, nas imediações de Nelas.

“Desde 2012, quando arrancámos com este projeto mais a sério, temos registado crescimentos de vendas de cerca de 20% ano e é isso que vamos conseguir outra vez este ano, já que em 2016 registámos vendas de cerca de 810 mil euros”, destacou Paulo Santos, em declarações ao Jornal Económico.

 

Este responsável acrescentou que, desde 2012, o investimento efetuado na nova adega, aluguer e compra de vinhas, aquisições de uvas e equipamentos e outros custos já ascende a mais de três milhões de euros, dos quais cerca de dois milhões de euros respeitaram ao investimento na nova adega, que tem capacidade para vinificar 500 toneladas de uva por campanha, o equivalente a cerca de 400 mil garrafas, marca já atingida na sequência da vindima de 2017.

 

Deste volume, cerca de 60% das vendas são conseguidas nos mercados de exportação, explica Paulo Santos, um empresário do setor têxtil, que em breve vai passar o testemunho do projeto da Caminhos Cruzados à sua filha, Lígia Santos, futura administradora e diretora-geral da empresa.

 

Segundo Paulo Santos, os principais mercados de exportação da Caminhos Cruzados, “são Angola e o Brasil, que estão a recuperar bastante; Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Holanda e Suíça”.

 

A principal aposta da Caminhos Cruzados para os próximos anos será consolidar a presença nesses mercados, assim como no mercado interno.

 

“Já exportámos para a China, faturámos bem, mas o mercado ficou volátil em termos de parcerias. Temos de encontrar novas parcerias sólidas para desenvolver e frutificar neste mercado. E na Ásia, há outros mercados interessantes além da China, como a Malásia, que é um ‘hub’ importador de vinhos para os restantes países da região”, assinala Paulo Santos.

 

Quanto à vertente interna, os responsáveis da Caminhos Cruzados querem também reforçar a sua posição.

 

“Estamos presentes no País todo, mas queremos aumentar a nossa posição, reforçar atuais parcerias e criar outras com novos parceiros em termos de distribuição”, assegura Paulo Santos.

 

Com propriedades que integram 32 hectares de vinhas, a Caminhos Cruzados produz vinhos brancos, tintos e rosés e reservas, entre outras edições especiais.

 

A marca-bandeira da Caminhos Cruzados é a Titular e o topo de gama é o Teixuga, que se pode encontrar essencialmente no canal HORECA (Hotelaria, Cafetaria e Restauração).

 

As marcas da empresa mais presentes na distribuição moderna são Terras de Santar e Terras de Nelas.

 

As castas que saem da produção da Caminhos Cruzados passam pelo Encruzado, Malvasia Fina, Bical, Cerceal (nos brancos), Touriga Nacional (rosé); e Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen (nos tintos).

 

A Caminhos Cruzados, que Paulo Santos quer afirmar como uma produtora do ‘novo Dão’, disponibiliza ainda serviços de enoturismo, sem alojamento, incluindo visitas à nova adega, com sala de provas e loja, visitas às vinhas, ‘workshops’ e outras iniciativas.

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