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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Há cada vez mais estrangeiros a investir às portas de Lisboa, nos concelhos do Seixal e do Barreiro.

Quem vive na Margem Sul do Tejo sabe que há cada vez mais estrangeiros na porta ao lado. O aumento do turismo tem ajudado a divulgar a região e os preços exorbitantes em Lisboa acabam por empurrar muitos estrangeiros para a periferia.

 

Com a capital à distância de uma viagem de barco ou comboio, com as ligações às pontes 25 de Abril e Vasco da Gama e preços mais baixos do que os praticados em Lisboa, a Margem Sul está a tornar-se uma alternativa para quem quer investir.

 

"Rive gauche de Lisboa"

 

Só no Seixal fixaram-se 200 novas famílias do centro e do norte da Europa desde o início do ano passado. Ouvido pela TSF, o presidente da autarquia do Seixal, Joaquim Santos, explica que são sobretudo franceses, suecos e suíços que procuram residência perto da capital, para gozar a reforma em Portugal, e que a mudança está a ter um impacto positivo no comércio local.

 

"São pessoas normalmente com uma capacidade financeira superior à dos portugueses e isso é importante para dinamizar os pequenos negócios", diz Joaquim Santos.

 

O autarca admite ainda que a presença do concelho no Salão Imobiliário de Paris tem dado uma ajuda e garante que, lá fora, o Seixal é já conhecido como a "Rive Gauche de Lisboa".

 

Barreiro de olho no aeroporto

 

O cenário é o mesmo no Barreiro, onde há cada vez mais projetos imobiliários a atrair cidadãos estrangeiros. "No último ano têm chegado principalmente franceses, suíços e ingleses. O fenómeno tem-se acentuado e vai-se acentuar mais porque as obras vão ficando acabadas e vão existindo mais habitações para eles estarem cá. A tendência é continuar a aumentar, não é uma coisa pontual que aconteceu em meia dúzia de meses", explica o presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa.

 

Potencial da Margem Sul

 

A garantia é também dada por Luís Lima, da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária. "Lisboa não consegue crescer, não há terrenos nas zonas que as pessoas mais querem, os preços estão elevados e a Margem Sul é, cada vez mais, uma zona de eleição. Até mais, com a questão do aeroporto do outro lado da ponte, ainda pode potenciar mais."

 

A associação diz ainda que na Grande Lisboa, a Margem Sul é a zona com maior potencial para crescer.

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