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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O aumento do consumo privado compensou a travagem no investimento, salienta o INE.

O indicador do Instituto Nacional de Estatística para medir a evolução da atividade económica em Portugal estabilizou em julho, o que coloca fim a cinco meses seguidos de queda.

 

O indicador de atividade económica registou uma taxa de variação homóloga de 1,6%, igualando o registado em junho. Depois de ter aumentado para 2,4% em janeiro, este indicador tem registado sempre quedas, apontando para um abrandamento da economia portuguesa.

 

A leitura de julho aponta para que esta tendência de crescimento se tenha interrompido no primeiro mês do terceiro trimestre. Uma evolução que se fica a dever sobretudo ao consumo, que "acelerou ligeiramente em julho, refletindo um contributo positivo da componente de consumo corrente".

 

Em sentido contrário, indicador de FBCF (que mede o investimento) "desacelerou em julho, verificando-se um contributo negativo da componente de máquinas e equipamentos e um contributo positivo menos expressivo das componentes de construção e de material de transporte".


Segundo o INE, a informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP), disponível até julho, aponta, em termos nominais, para uma diminuição na indústria e um abrandamento nos serviços. Em termos reais, verificou-se uma diminuição mais expressiva do índice de produção da indústria, enquanto o índice de produção da construção revelou uma ligeira aceleração.

 

A economia portuguesa cresceu 1,8% no segundo trimestre deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2018, anunciou o INE a 30 de agosto.

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