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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Com o turismo em crise, os empreendedores do setor estão a alterar os modelos de negócio. A Luggit é um exemplo disso.

A Luggit é uma startup portuguesa da área do turismo que, através de uma aplicação móvel, permite aos utilizadores pedir que as suas malas sejam recolhidas em determinado local e entregues no horário e no sítio determinado pelo utilizador. Durante este período, a bagagem é guardada num dos armazéns da empresa. Mas, nesta altura de pandemia e com as limitações de movimentos existentes, a startup decidiu adaptar-se e dar uma ajuda aos que precisam. Lançou um serviço de entrega de produtos que necessitem de ser trocados entre amigos e familiares.
 
Numa altura em que o turismo está mergulhado numa crise, este é apenas um dos exemplos da flexibilidade das startups do setor para adaptarem os seus modelos de negócio. A Portugal Ventures, sociedade pública de capital de risco, apesar de reconhecer que “é expectável que nem todas as startups tenham capacidade para sobreviver a esta crise, sobretudo as que já traziam debilidades financeiras e de tração de mercado”, acredita que essa pode ser um dos trunfos para estas empresas sobreviverem à pandemia de covid-19.
 
“As startups possuem uma enorme vantagem face a empresas de maior dimensão, que é a sua flexibilidade e agilidade para alterarem modelos de negócio, adaptando-se mais rapidamente à mudança. A Portugal Ventures está neste momento focada no acompanhamento e apoio às startups do seu portfólio, avaliando de forma regular e sistemática, com cada uma, os impactos na sua atividade, nas equipas, na tesouraria, na avaliação da oportunidade da proposta de valor, na redefinição das tarefas e objetivos, na redução de custos, na possibilidade de aceder às medidas de apoio que estão ser lançadas pelo governo e na avaliação das necessidades de reforço de capital”, diz ao Dinheiro Vivo Rui Ferreira, vice-presidente da capital de risco.
 
O NEST – Centro de Inovação do Turismo – conta com 90 startups. E Roberto Antunes, diretor executivo, não esconde que “o momento é também particularmente difícil para pequenos empreendedores”, em especial para os que estão no início de atividade. “Mas este pode ser o momento para pôr em prática a capacidade instalada. É o caso das startups da área dos transportes de bens de primeira necessidade, das entregas ao domicílio, ou o que está a ser desenvolvido a nível de criação de plataformas de acomodação para profissionais de saúde.”
 
Para perceber as necessidades reais que os empreendedores enfrentam, e em colaboração com a Secretaria de Estado do Turismo e o Turismo de Portugal, o NEST criou um grupo de trabalho no chat partilhado Slack. “Este espaço, a funcionar na mesma lógica da plataforma Tech4Covid19, permite-nos manter o contacto e discutir tópicos prementes, partilhar notícias e documentos. Aqui, onde se agregam empresas, PME e startups do turismo, é possível identificar e responder imediatamente a necessidades específicas e a pedidos de apoio para desenvolvimento de determinados produtos ou serviços.”

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