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Luís Araújo, recém-eleito presidente da European Travel Commission, diz que o setor tem de falar a uma só voz.

A questão dos corredores aéreos entre países da União Europeia (UE) é um dos temas quentes do verão e Luís Araújo, recém-eleito presidente da European Travel Commission (ETC) - associação que representa 33 organizações nacionais de turismo de 31 países da Europa -, e também presidente do Turismo de Portugal, estabelece como prioridade uma UE a falar a uma só voz e com regras claras para o setor.


A importância dos corredores aéreos ficou recentemente à vista no caso das relações entre Portugal e o Reino Unido. No dia 3, o ministro dos Transportes britânico anunciou que, para já, não haverá alterações na lista de países seguros que não obrigam a uma quarentena no regresso ao Reino Unido. No dia 20 de agosto, o Reino Unido tinha incluído Portugal na lista de países seguros, abrindo o corredor aéreo, facto que provocou dias depois uma enchente no aeroporto de Faro.


"O que sempre dissemos, e dizíamos enquanto entidade turística nacional, é que deveria existir uma atuação concertada entre todos os países relativamente à questão da mobilidade dentro da UE. E que devia haver regras claras relativamente às limitações que eram impostas aos diferentes países", começa por explicar ao JN/Dinheiro Vivo. "O que a ETC pode fazer aqui é ter uma voz dentro da UE para que isto seja muito mais eficaz. E como estão representados todos os membros dentro da ETC, que seja revelada a importância do turismo a nível nacional", acrescenta.


O turismo atravessa uma das suas fases mais conturbadas, devido à pandemia. A mobilidade entre cidadãos tornou-se a chave para a sobrevivência do setor, e não apenas para Portugal: a UE é um bloco económico com 500 milhões de habitantes, habituados a viajar dentro das fronteiras europeias, apesar de o Velho Continente captar cada vez mais turistas de outros locais.


Para se ter uma ideia, em 2019, o setor das viagens e turismo foi responsável por 22,6 milhões de empregos, na UE. E gerou 1,319 mil milhões de euros para o PIB da União (dados da O MT). "O que espero é conseguir trazer um bocadinho desta coordenação e desta voz mais afirmativa, dentro da União Europeia, com aquilo que são as necessidades do setor do turismo a nível nacional mas principalmente a nível europeu", disse.

Detalhes
Peso em 2020
O turismo tem um peso forte na economia europeia. Depois de 2019 ter contribuído com quase 10% para o PIB da UE, em 2020, devido à pandemia, deverá ficar aquém.
Corredores aéreos
A mobilidade dos cidadãos num ano de pandemia é um dos desafios que o setor enfrenta. Os receios de viajar e a obrigação de quarentena no regresso a casa tem efeitos sobre vários destinos.

Aeroporto de Faro encheu quando foi aberto corredor com Reino Unido

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