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CABEÇALHO




O movimento de mercadorias nos portos aumentou 10% no primeiro trimestre face ao mesmo período de 2011, mas o movimento de passageiros nos transportes fluvial e ferroviário diminuiu, divulga o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, também o transporte de mercadorias, tanto ferroviário como aéreo, recuou em termos homólogos, 4,5 e 4,3%, respetivamente.
 
Já o total de passageiros transportados diminuiu 9,2% no modo fluvial e 8,4% na ferrovia pesada, tendo ainda recuado nos sistemas de Metropolitano de Lisboa (menos 7,7%) e do Porto (menos 1,7%).
 
Da análise do INE ao movimento nos portos marítimos (do Continente e Madeira) de janeiro a março resulta que o número de embarcações entradas diminuiu 2,7%, mas a dimensão das embarcações e a tonelagem de mercadorias movimentadas aumentaram 5,2 e 10%, respetivamente (para 16,6 milhões de toneladas).
 
Os três principais portos (Sines, Leixões e Lisboa) foram responsáveis por 79,1% do movimento de mercadorias, tendo todos registado crescimentos homólogos, com destaque para os dois primeiros (mais 22,8 e 4,8%).
 
Nos aeroportos nacionais, a atividade registou uma diminuição de 4% no número de aeronaves aterradas (30.425), mas o número de passageiros movimentados - 5,7 milhões - aumentou 1,3%.
 
Já o movimento de carga e correio registou no trimestre uma redução homóloga de 4,3%, com um total de 35 mil toneladas movimentadas, mantendo a trajetória descendente observada desde o 4.º trimestre de 2010.
 
Dos cinco principais aeroportos nacionais, e à semelhança do trimestre anterior, apenas Lisboa e Porto aumentaram o número de passageiros movimentados (mais cinco e 0,5%), destacando-se a redução de 8,4% na Madeira (Funchal).
 
O tráfego internacional de passageiros nos aeroportos representou 81,5 % do total, mais 0,7 pontos percentuais que no primeiro trimestre de 2011, enquanto o tráfego doméstico foi responsável pelo movimento de 18,5% do total de passageiros.
 
Segundo o INE, os operadores nacionais transportaram 48,5% dos passageiros movimentados, sendo que, entre os operadores estrangeiros, destacaram-se os britânicos (13,5%), irlandeses (11,7%) e alemães (6,3%).
 
Analisando o transporte ferroviário pesado, verificou-se no primeiro trimestre uma redução de 8,4% no número de passageiros, para 35,2 milhões, o que completa um período de quatro trimestres consecutivos com evoluções negativas nesta atividade.
 
A rede suburbana transportou 90% do total de passageiros (31,7 milhões) e registou o decréscimo homólogo mais acentuado (menos 8,8%), enquanto a rede interurbana movimentou 3,5 milhões de passageiros, menos 4,9%.
 
O transporte de mercadorias por modo ferroviário pesado recuou 4,5%, para 2,4 milhões de toneladas.
 
No que respeita aos sistemas de Metropolitano de Lisboa e do Porto, transportaram 55,4 milhões de passageiros no primeiro trimestre, menos 7,7% em termos homólogos.
 
No Metropolitano de Lisboa, a quebra foi de 9,6%, para 41,3 milhões de passageiros, "acentuando o sentido negativo" dos três trimestres anteriores, enquanto o Metro do Porto registou, pela primeira vez nos últimos dois anos, um decréscimo no número de passageiros transportados, de 1,7%, para 14,2 milhões.
 
Estes valores correspondem a taxas de utilização de lugares oferecidos de 26 e de 17,9% nos metropolitanos de Lisboa e do Porto, respetivamente.
 
Relativamente ao transporte de mercadorias no continente, no conjunto dos diferentes modos de transporte ascendeu a 45 milhões de toneladas no quarto trimestre de 2011, mais 0,5%.
 
A atividade no modo rodoviário assegurada pelo transporte por conta de outrem progrediu 2,3%, enquanto os modos ferroviário, aéreo e marítimo se retraíram 10,8, 15 e 0,6%.