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CABEÇALHO

O presidente da LusoMorango disse à Lusa que os produtores de pequenos frutos vermelhos estão preocupados com o impacto da saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit'), estando a procurar mercados alternativos para eventuais impactos nas exportações.

"Claro que a possibilidade do 'Brexit' nos preocupa. A introdução de uma barreira alfandegária [...] pode retardar a entrada dos nossos produtos no Reino Unido e, com isso, colocar dificuldades de falta de qualidade", disse Luís Pinheiro, em declarações à Lusa.

 

No entanto, para o responsável, o principal problema pode ser, a prazo, uma desvalorização do euro face à libra.

 

Em 2018, a produção da LusoMorango atingiu 10 mil toneladas, sendo 99% para exportação.

 

Em conjunto, o Reino Unido e a Alemanha absorveram cerca de 70% da produção da organização.

 

"O que podemos e devemos fazer neste momento é diversificar mercados para minimizar e reduzir riscos. Nós, em conjunto com as autoridades portuguesas e os nossos parceiros de logística e transporte, estamos empenhados e preocupados com a questão política da saída do Reino Unido", acrescentou.

 

De acordo com o presidente da LusoMorango, a estratégia dos produtores de pequenos frutos passa ainda por "aumentar significativamente" a sua presença em França e na Alemanha.

 

"Vemos [a possibilidade de] um reforço nos países nórdicos e, claramente, também olhamos para o Sul, como Espanha, Portugal e também Itália", indicou.

 

Em 2018, a LusoMorango atingiu 54,5 milhões de euros de volume de negócios, mais 15,7% do que no ano anterior.

 

Para 2019, a organização de produtores espera atingir uma faturação na ordem dos 57 milhões de euros.

 

A LusoMorango foi criada em 2005 por quatro sócios, sendo, atualmente, composta por 42 produtores, distribuídos por regiões como o Alentejo e Algarve.

 

A organização dedica-se à produção de pequenos frutos, também conhecidos como 'berrys', nomeadamente framboesas, amoras, mirtilos e morangos.

 

A saída do Reino Unido da União Europeia está agendada para março de 2019, três anos após o referendo que teve 52% dos britânicos a votarem a favor do 'Brexit'.

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