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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A startup Selina garantiu mais de 300 milhões de dólares em compromissos imobiliários e está em negociações avançadas por um adicional de 200 milhões de dólares adicionais na Europa, América Latina e EUA.

No terceiro trimestre de 2018 a cadeia internacional Selina entrou no mercado português, sendo o Porto a primeira cidade a receber a primeira unidade hoteleira. Até 2020 a marca estará também presente em Lisboa, Albufeira, Cascais, Comporta, Ericeira, Lagos e Peniche com um total de 1400 camas.O mês passado anunciou que vai investir 13 milhões de euros para transformar o Palácio Mendia, na zona de São, em Lisboa, num hotel, espaço de coworking, restauração e eventos culturais e musicais. O investimento global da Selina em Portugal, até à data, encontra-se nos 75 milhões de euros.

 

Neste momento, acaba de angariar cerca de 100 milhões de dólares numa ronda de financiamento, elevando o total do financiamento da empresa até ao momento para 225 milhões de dólares. Liderada pela Access Industries, com participação do Grupo Wiese e dos actuais investidores Colony Latam Partners, esta ronda de financiamento posiciona a Selina como a próxima “billion dollar hospitality startup”.

 

A startup indica que 2019 será um ano recorde para a Selina que abrirá mais 35 propriedades nos EUA, Reino Unido, Alemanha, Portugal, Grécia, Israel, Argentina, Brasil e México, em conjunto com a expansão para novos mercados europeus e latino-americanos e uma entrada na Ásia até 2020. Para impulsionar este enorme crescimento, Selina garantiu também compromissos de financiamento de parceiros regionais que adquirirão imóveis e financiarão os custos de conversão da Selina ao nível do país. Até ao momento, Selina garantiu mais de 300 milhões de dólares em compromissos imobiliários e está em negociações avançadas por um adicional de 200 milhões de dólares adicionais na Europa, América Latina e EUA.

Lançada em 2015, Selina expandiu-se rapidamente em todo o mundo e atualmente opera 46 unidades em 13 países, com mais de 22.000 camas. Combinando quartos privados e partilhados com instalações de coworking, ofertas de food and beverage, wellness, retalho e experiências locais, a marca tem como objetivo ter 130.000 camas e mais de 400 propriedades até 2023 construindo uma base para as categorias “digital nomad” e “remote work” que se encontram em rápido crescimento.

 

"Vamos alavancar este financiamento para expandir a nossa plataforma corporativa e garantir mais dos talentos mais criativos do setor", afirma Rafael Museri, Co-Founder e CEO da Selina. "Continuaremos a investir na nossa equipa de inovação tecnológica em Tel Aviv, enquanto exploramos novas formas de inovação no mundo digital para o setor de hospitalidade, aprimorando a experiência de reservas para os viajantes e continuaremos a rápida expansão para novos mercados em todo o mundo".

 

"Tal como é visível em vários sectores, desde o co-working até ao ridesharing, os millennials e a Geração Z estão a redefinir a forma como querem viver, trabalhar e explorar o mundo", comenta Museri. “A natureza ambiciosa e aventureira destas gerações prova que há uma procura pelo nosso modelo de hospitalidade baseado nas experiências, hoje e nos próximos anos”.

 

"Acreditamos que o foco da Selina na construção de uma plataforma de hospitalidade global para nómadas digitais irá redefinir a maneira como os millennials vivem, trabalham, se divertem, aprendem e retribuem", afirma Lincoln Benet, da Access Industries.

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