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CABEÇALHO

Em mês de pré-verão, os dados do INE dão conta de um abrandar do crescimento do turismo. Ainda assim, o volume de hóspedes subiu 7,7% e as dormidas 3,9% face a maio do ano passado, e todas as regiões, à excepção da Madeira, tiveram aumentos

Alentejo foi a região que mais se destacou em crescimento turístico em maio, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que dão conta de aumentos em todas as regiões, à excepção da Madeira.

 

Em maio, o Alentejo deu um salto de 10,5% em dormidas (para 255 mil), sendo a única região do país a registar um crescimento de dois dígitos. No acumulado do ano, o Alentejo vai com um aumento de 12,5%, e o destaque em maio também vai para a subida de mais de 19% do lado dos turistas portugueses.

 

O norte de Portugal foi a região que, a seguir ao Alentejo, registou o maior aumento de dormidas em maio, que atingiu 9,9%, seguindo-se a zona Centro, com mais 7,3%. Também a área metropolitana de Lisboa teve aqui um aumento de 6,3% e os Açores de 5,8%. Já a Madeira teve uma quebra de 3,8%, e na média nacional as dormidas cresceram 3,9% para 6,5 milhões na comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

Turistas portugueses a crescer três vezes mais que os estrangeiros

 

O INE dá conta que, em maio, "a atividade turística continuou em crescimento, mas com menor intensidade". O aumento das dormidas foi inferior ao dos hóspedes, que subiram 7,7% em maio, para 2,6 milhões. Desde o início do ano, os hotéis nacionais tiveram mais 6,6% de hóspedes face a igual período de 2018 (totalizando 9,3 milhões) e mais 4,1% em dormidas (23,1 milhões).

 

Os portugueses revelaram-se um contributo de peso para os aumentos turísticos em maio, já que o mercado interno registou um crescimento de 8,6% em dormidas, três vezes mais que os estrangeiros, cujo aumento foi de 2,5%.

 

Além dos portugueses, também os espanhóis se destacaram com um crescimento de 24,5% de dormidas em maio, e de 9,4% no acumulado do ano. A crescer em ritmo acelerado, estão também os turistas brasileiros (com um aumento de dormidas de 10,5% em maio, e de 9% desde o início do ano), os norte-americanos (mais 15,5% em maio), canadianos (14,9%), chineses (mais 14,1%) e também polacos (15,5%).

 

As maiores quebras vieram do lado dos turístas alemães, que caíram 12,4% em maio e 7,3% no acumulado do ano, refletindo os seus receios com a situação da economia na Alemanha. Esta redução é sentida de forma particular no Algarve. "Os alemães estão a aumentar o seu consumo interno turístico, ou seja a viajar dentro de portas, e por outro lado têm opções mais baratas em destinos que estão a ressurgir, como a Turquia ou o Egito", nota João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve.

 

Já os ingleses, apesar do Brexit, registaram um crescimento de 1,4% em dormidas nos hotéis nacionais em maio, e desde o início do ano totalizam uma subida de 2,5%.

 

Turismo em alojamento local cresceu 17,2%

 

Por tipologia de estabelecimentos, o que mais se evidenciou em maio foi o aumento de 17,2% nas dormidas de alojamento local, que conjunto dos primeiros cinco meses subiu aqui 12,1%, para um total de mais de 3 milhões de dormidas.

 

As dormidas em hotelaria, que têm um peso global de 84,2%, registaram um crescimento de 2,2% em maio, e tiveram um crescimento mais ligeiro, de 0,4% no que toca ao turismo de habitação ou em espaço rural.

 

Segundo o INE, o aumento de 3% na hotelaria desde o início do ano foi inferior ao registado em outros segmentos, em particular o alojamento local, tendo Lisboa e Porto representado cerca de dois terços das dormidas em 'hostel' no período de janeiro a final de maio. No acumulado do ano, os 'hostels' assumiram um peso de 23,1% das dormidas em alojamento local, e de 3% das dormidas totais em Portugal.

 

As dormidas em 'hostel' concentraram-se sobretudo na área metropolitana de Lisboa, aqui com uma fatia de 54,6% do total nacional. Também o Norte de Portugal se destacou com um peso de 24.2% nas dormidas em 'hostel', e com um peso particularmente expressivo na cidade do Porto.

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