O anúncio foi feito durante o almoço mensal da Associação da Hotelaria de Portugal, para o qual foi convidado e onde falou sobre o Turismo Residencial.
Para Cristina Siza Vieira, presidente da direcção executiva da AHP: “São boas notícias para a captação de investimento e para o alargamento de novos mercados, como o mercado chinês, árabe, russo e angolano.”
À margem do encontro com os hoteleiros, o responsável da AICEP defendeu a necessidade de diversificar mercados para resolver a falta de escoamento do produto residencial: “A solução passa por encontrar novos mercados que permitam escoar o produto existente, mercados que estão em crescimento e que estão a começar a olhar para Portugal, como o Brasil, Angola e China e mesmo na Europa, como a Escandinávia e Rússia. Pedro Pereira Gonçalves acredita que os mercados tradicionais vão voltar a Portugal, desde que o país “também saiba ter produto para os captar”. “Uma das tendências que se sente na demografia europeia é o envelhecimento da população e a resposta a dar, em termos turísticos, não é a mesma que se dava aos turistas com 30, 40 anos”, defende. Por outro lado, refere, “o nosso turismo é muito cíclico, associado ao Sol e Praia e ao período de Verão, o que leva a que os investimentos sejam feitos com uma capacidade muito elevada para dar resposta a esse período, mas no resto do ano a capacidade de utilização é muito baixa, o que implica custos de operação muito elevados. Este problema pode ser ultrapassado com a criação e a promoção de uma oferta que alise essa sazonalidade. Temos de encontrar formas de atrair durante o ano todo mais turistas através de produtos como golfe, cultura, gastronomia, congressos, city breaks, etc.
O responsável afirmou que a AICEP tem introduzido medidas facilitadoras do Turismo Residencial , nomeadamente em questões como os vistos e tributação.