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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Entre janeiro e agosto, registou-se um volume total transaccionado de 220 milhões de euros distribuídos por cerca de 20 negócios de promoção imobiliária e reabilitação, representando uma quebra homóloga de 68%.

De acordo com o Marketbeat Portugal Outono 2020 da consultora Cushman & Wakefield (C&W), este período refecte o abrandamento na actividade do mercado imobiliário nacional neste segmento. Na categoria de promoção, o relatório da consultora destaca a venda da Herdade dos Pinheirinhos em Melides (Grândola) por 80 milhões de euros pelo Novo Banco à Vic Properties, a qual planeia investir 450 milhões de euros no relançamento do projecto. Também o Edifício Praça Duque de Saldanha 32 Lisboa, vendido pela Vision Real Estate Solutions ao Belfinvest por 21 milhões de euros foi um dos negócios em destaque.

 

Na reabilitação urbana, a aquisição pela Leonardo Royal Hotels (Fattal Hotel Group) à OptylonKrea do Convento Corpus Christi na Baixa de Lisboa por 40 milhões de euros. Este imóvel será reconvertido num hotel de 4 estrelas e protagonizou o negócio de reabilitação urbana de maior dimensão.

 

Lisboa continua com subida de valores

 

Em Lisboa, os valores médios de transacção de propriedades nas ARU (Áreas de Reabilitação Urbana) registaram um crescimento homólogo superior nas propriedades até 500 m², em 13% para os 3.520 euros/m², face às propriedades com mais de 500 m², cujo crescimento foi de 8% para os 3.150 euros/m². Os preços mais elevados em ambos os tipos de activos ocorreram no Centro Histórico, com 4.350 euros/ m² nos prédios de menor dimensão e 3.840 euros/m² nos prédios de maior dimensão. O maior crescimento homólogo no primeiro tipo de propriedades deu-se na zona Tradicional, em 28% para os 3.570 euros/m², tendo no caso das segundas ocorrido nas Avenidas Novas, em 17% para os 2.870 euros/m².

 

Relativamente ao licenciamento de projectos imobiliários, e apesar da quebra de 17% no número de projectos, entre Janeiro e Maio foram licenciados um total de 387 mil m², um crescimento homólogo de 83% face ao ano anterior; duplicando a área média por projecto, para os 2.730 m². Por outro lado, a área de construção prevista nos projectos em fase de licenciamento até Junho registou uma quebra homóloga de 18%, para os 302 mil m².

 

O segmento residencial continua a preponderar na actividade de promoção e reabilitação na cidade de Lisboa, tendo sido responsável por 54% da área licenciada e 56% da área em licenciamento. Reflectindo a atractividade que o sector vinha a registar ao longo dos últimos anos, o turismo registou crescimentos significativos no período em análise, agregando inclusive 25% da área de construção em licenciamento. Neste enquadramento, os custos de desenvolvimento mantiveram-se, com os valores médios praticados em Lisboa a variar entre os 1.100 euros/m² e mais de 1.500 euros/ m² na construção nova, aumentando para entre 1.300 euros/m² e a partir de 1.800 euros/m² nos projectos de reabilitação.

 

Valores mantiveram-se estáveis no Porto

 

No Porto, o relatório da C&W indica que os valores médios dos prédios em ARU na cidade do Porto mantiveram-se estáveis, situando-se nos 1.960 euros/m² nos prédios de dimensão até aos 500 m² e nos 2.060 euros/m² em activos de dimensão superior a 500 m². A zona da Foz registou os preços mais elevados nas duas categorias, ambos a níveis similares, nomeadamente 3.040 euros/m² nas propriedades de menor dimensão e 3.050 euros/m² nas propriedades com mais de 500 m².

 

No âmbito da actividade de licenciamento de projectos no concelho do Porto, no período em análise registou-se uma quebra homóloga de 6% no volume de área licenciada, para os 152 mil m², a qual conjugada com a redução em 41% no número de projectos, resultou num aumento em 60% da área média por projeto, para os 1.220 m². Por seu lado, os projectos em licenciamento cresceram 6%, para os 249 mil m².  À semelhança de Lisboa, o sector residencial é o mais dinâmico, representando 59% da área de construção licenciada e 46% da área em licenciamento. O uso de turismo é igualmente relevante, contando com 28% da área em licenciamento.

 

Relativamente aos custos de desenvolvimento no Porto, estes registaram um aumento generalizado face a 2019, situando-se entre os 900 euros/m² e acima de 1.350 euros/m² na construção nova, e entre 1.100 euros/m² e a partir de 1.650 euros/m² nos projectos de reabilitação.

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