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CABEÇALHO

A analista de assuntos económicos com o pelouro de África nas Nações Unidas disse hoje à Lusa que a previsão de crescimento da economia de Moçambique foi revista em baixa de 5,5% para cerca de 4%.

"O problema da liquidez é um dos principais riscos para a economia moçambicana, que tem impactos sobre o nível de endividamento estrangeiro e sobre o Orçamento", acrescentou a analista, salientando que "a instabilidade macroeconómica também não ajudará o desempenho da economia".

 

Em entrevista telefonónica à Lusa a partir de Nova Iorque, a analista de assuntos económicos com o pelouro de África vincou que na elaboração das perspetivas económicas, a ONU "registou também a continuação da tensão política entre os partidos da oposição e o Governo, se bem que com melhoramentos políticos recentes".

 

A paz, disse, "não está definitivamente consolidada, e a economia ressente-se", daí que a ONU anteveja "um crescimento em 2017 e 2018 maior que em 2016, mas muito moderado face aos últimos sete anos".

 

No relatório da ONU, divulgado na terça-feira em Nova Iorque, diz-se que a perspetiva de evolução da economia africana, no geral, degradou-se ligeiramente, essencialmente porque "a recuperação económica suave de muitos países exportadores de matérias-primas foi eclipsada por pressões internas e regionais".

 

Assim, o documento apresenta uma previsão de crescimento de 2,9% para este ano e de 3,6% para 2018, o que representa uma revisão em baixa de 0,3 e 0,2 pontos para este e o próximo ano.

 

O relatório sobre a Situação Económica Mundial e Perspetivas de 2017, das Nações Unidas, aponta para um "crescimento modesto" neste e no próximo ano, mas ainda insuficiente para um progresso rápida para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

 

De acordo com o relatório, divulgado terça-feira em Nova Iorque e que atualiza o documento de janeiro, a economia mundial deverá crescer 2,7% este ano e 2,9% em 2018, uma aceleração face aos 2,3% do ano passado, mas ainda assim "a força da recuperação continua a ser insuficiente em muitas regiões para um progresso rápido para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável".

 

São precisos, dizem os peritos das Nações Unidas, "mais esforços para criar um ambiente que pode acelerar o crescimento a médio prazo e combater a pobreza através de políticas que lidem com as desigualdades no rendimento e nas oportunidades".

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