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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Através do Fundo de Apoio ao Turismo e Cinema já foram apoiadas 32 produções cinematográficas em Portugal, num investimento de 40 milhões de euros.

A primeira vez Imtiaz Ali, um realizador indiano, esteve em Portugal foi em 2010. Estava de férias com amigos na zona de Sintra. Num desses dias, estava meio perdido e pediu indicações; ficou impressionado pelo acolhimento que recebeu. “Entendi que as pessoas em Portugal são diferentes das que vi noutras partes do mundo, no sentido em que são inocentes, conservadoras e emocionais e isso atraiu-me”, conta ao Dinheiro Vivo.

 

Assim que teve oportunidade, não teve dúvidas em filmar em Portugal. A ocasião surgiu em 2016 e no ano seguinte estreou o filme “Jab Harry Met Sejal”. Este filme não contou com o apoio do Fundo de Apoio ao Turismo e Cinema, mas ajudou a abrir a porta à indústria cinematográfica indiana, uma das maiores do mundo.

 

Este fundo – que concede financiamento para despesas que sejam realizadas em Portugal na produção de filmes estrangeiros – foi criado no ano passado e, de acordo com o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, apoiou já 32 produções, num investimento que supera os 40 milhões de euros. “Desta forma conseguimos atrair não apenas os atores e equipas de produção que vêm aqui durante algum tempo filmar (…) mas também damos emprego aos nossos técnicos e atores que também participam em produções internacionais”, explicou o governante.

 

O Fundo de Apoio ao Turismo, Cinema e Audiovisual tem uma dotação anual de 12 milhões de euros e a candidatura implica que seja feito um investimento mínimo de 500 mil euros em território nacional, no caso de filmes rodados em Portugal, e de 250 mil euros, no caso de trabalho de produção.

 

Apesar de apenas duas produções indianas contarem com este apoio financeiro, a verdade é que o número de filmes rodados em Portugal vai mais longe, atingindo uma dezena. Imtiaz Ali foi homenageado esta quinta-feira, recebendo a Medalha de Mérito Turístico – grau Prata, pela projeção internacional que Portugal teve com o seu filme. Recordando que “o processo de gravar aqui foi muito bom” e que contou com o apoio de várias organizações, o realizador não esconde que “quando os indianos veem num filme um local que não tenham visitado e gostam do que veem, querem ir lá”.

 

Talvez inspirados pelo que assistem na grande tela, o número de indianos a conhecer Portugal tem vindo a aumentar. De acordo com a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o número de hóspedes de origem indiana cresceu 82% nos últimos três anos.

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