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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A start-ups rejunevesceram o tecido empresarial nacional. Os Serviços e o Retalho continuam a ser os setores onde nascem mais empresas. Os setores com maiores crescimentos em número de constituições de empresas foram a Agricultura, pecuária, pesca e caça, Telecomunicações e Alojamento e restauração. Em 2016, as Atividades imobiliárias destacaram-se.

A start-ups estão a mudar o tecido empresarial, conclui a Informa D&B. O tecido empresarial está mais jovem, com empresas mais pequenas e mais exportadoras. Foram mais de mil empresas tecnológicas criadas em 12 meses, segundo os dados da Informa D&B. Estes dados são divulgados na semana em que se realiza a mega cimeira internacional de novas tecnologias, a Web Summit.

 

“Pela primeira vez no tecido empresarial português foram constituídas mais de mil novas empresas tecnológicas (1.032) num período de 12 meses (Abril de 2016-Março de 2017). Nos últimos anos aumentou significativamente o número de iniciativas neste setor, duplicando o número de nascimentos de empresas na última década”, diz a empresa que aglutina e trabalha dados empresariais .

 

Entre Abril de 2016 e Março de 2017, as Atividades de Consultoria Informática e as Atividades de Programação Informática destacam-se de todas as outras, respetivamente com 401 e 358 novas, representando 39% e 35% do total das empresas tecnológicas criadas nesse período. O conjunto total das tecnológicas faturou em 2015 mais de 3,2 mil milhões de euros, empregando quase 44 mil pessoas. Nesse ano, estavam registadas e com atividade comercial 5.318 empresas, diz a Informa D&B.

 

As start-ups estão a criar cada vez mais emprego, conclui ainda a empresa de base de dados.

 

“O perfil das start-ups (empresas no primeiro ano de vida) está a mudar, com mais iniciativas individuais, de menor dimensão, com um perfil mais exportador”, de acordo com os dados da Informa D&B que traçou a evolução das novas empresas nos últimos 10 anos (2007-2016) em Portugal.

 

Desde 2008 que as start-ups reforçam o seu perfil exportador, mas em 2015, a percentagem destas empresas que exportam logo no primeiro ano de vida (11,6%) ultrapassou pela primeira vez a percentagem de empresas que vendem para o estrangeiro em todo o tecido empresarial (11,1%). Para estas start-ups exportadoras, os mercados externos representam mais de metade da sua faturação, acrescenta a Informa D&B.

 

Para além de as star-ups terem rejuvenescido o tecido empresarial, entre 2007 e 2014, as start-ups foram responsáveis por quase um quinto (18%) do novo emprego criado no tecido empresarial. Se às start-ups acrescentarmos as empresas até aos cinco anos de idade, a percentagem sobe para os 46%.

 

De facto, o tecido económico nacional apresenta sinais de rejuvenescimento, com as empresas com idade até 5 anos a representarem, no final de 2015, quase um terço de todas as empresas nacionais. Estas empresas são o segundo grupo mais relevante em número de empresas e contribuíram, em 2015, com 9,1% do volume de negócios e com 16% do emprego do universo empresarial.

 

Alojamento e restauração ganha lugares em novas empresas

 

Os Serviços e o Retalho continuam a ser os setores onde nascem mais empresas. O Alojamento e restauração passa do quinto para o terceiro lugar entre os setores onde nascem mais empresas. Os setores com maiores crescimentos em número de constituições de empresas foram a Agricultura, pecuária, pesca e caça, Telecomunicações e Alojamento e restauração. Em 2016, as Atividades imobiliárias destacaram-se pelo forte crescimento no número de constituições.

 

Lisboa volta a liderar em novas empresas, conclui a análise. Depois de ter sido ultrapassada pelo Porto em 2008, a região de Lisboa volta a ser região mais empreendedora, com 37% das novas empresas em 2016, face aos 32,9% da região Norte.

 

A análise das start-ups que nasceram nos últimos 10 anos mostra ainda que o seu crescimento se verifica de forma mais acentuada nos primeiros anos, com o volume de negócios a registar um aumento médio de 139% no primeiro ano, triplicando após dois anos e sendo cinco vezes maior no oitavo ano. O número de empregados também aumenta, mas de forma mais contida, crescendo em média 35% no primeiro ano, duplicando apenas após oito anos de atividade.

 

Mas é também no primeiro ano que mais start-ups ficam pelo caminho. Cerca de dois terços das empresas sobrevivem ao primeiro ano de atividade, mais de metade (53%) ultrapassam o terceiro ano e 42% atingem a idade adulta. No oitavo ano de atividade, apenas um terço das empresas mantém atividade.

 

Nos últimos 10 anos nasceram em média 35 mil empresas por ano. “Entre 2007 e 2016, foram constituídas 347.272 empresas e outras organizações, o que representa uma média anual de quase 35 mil, das quais 97% são empresas”, diz a Informa D&B. Em 2016, foram criadas 37.248 empresas e outras organizações em Portugal, menos 1,9% face a 2015, mas mantendo-se acima dos 37 mil.

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