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Além desta decisão, a Airbus anunciou diversas outras medidas, como a anulação do pagamento aos acionistas de dividendos de 2019, num valor total de 1,4 mil milhões de euros.

A construtora aeronáutica Airbus decidiu abrir uma nova linha de crédito de 15 mil milhões de euros como uma das medidas para fazer face ao impacto económico-financeiro causado pelo coronavírus.

 

Além desta decisão, a Airbus anunciou diversas outras medidas, como a anulação do pagamento aos acionistas de dividendos de 2019, num valor total de 1,4 mil milhões de euros; a suspensão do financiamento dos planos complementares de reforma; a anulação das previsões de resultados de 2020; e o foco no apoio aos clientes e entregas, “para reforçar a sua liquidez e balanço em resposta à pandemia COVID-19, continuando a monitorizar a situação e o impacto da mesma sobre o negócio, clientes, fornecedores e indústria como um todo”.

 

“A nossa prioridade é proteger as pessoas e, simultaneamente, apoiar os esforços mundiais para travar a propagação do coronavírus. Queremos também garantir a segurança das nossas atividades para preservar o futuro da Airbus e retomar eficazmente as nossas operações depois da crise. Anulámos as previsões de 2020 devido à volatilidade da situação. Ao mesmo tempo, estamos empenhados em assegurar a liquidez da empresa através de uma política prudente. Estou convencido de que a Airbus e o setor aeroespacial em geral irão superar este período crítico”, disse o diretor-geral da Airbus, Guillaume Faury.

 

A Airbus afirmou ter recebido a aprovação do conselho de administração para anular o pagamento aos acionistas de dividendos de 2019, de 1,80 euros por ação, o que representa um valor total de cerca de 1,4 mil milhões de euros.

A empresa anunciou também uma nova linha de crédito, no valor referido de 15 mil milhões de euros, para elevar a liquidez disponível.

 

“Graças a estas decisões, a empresa dispõe de liquidez suficiente para responder às necessidades de tesouraria suplementares relacionadas com a Covid-19”, precisou a Airbus, ao anunciar igualmente a suspensão do financiamento voluntário das reformas complementares.

 

“A empresa pensa poder continuar a assegurar as suas atividades, mesmo em caso de crise prolongada, através da manutenção da produção, com uma gestão do caderno de encomendas, apoio aos clientes e com uma garantia da flexibilidade financeira das operações”, explica o comunicado da Airbus.

 

A Airbus gerou, em 2018, receitas de 64 mil milhões de euros e empregou cerca de 134.000 funcionários.

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