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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As notícias saídas recentemente na imprensa a propósito de a "Web Summit" ter de mudar de localização em Lisboa a partir do próximo ano ê o exemplo de como a aposta em projetos estratégicos de elevado potencial para a nossa economia e sociedade têm de salvaguardar todas as condições formais e processuais para a sua realização.

 Num contexto de crescente concorrência internacional, em que países e regiões competem deforma aberta pela captação de IDE e de projetos inovadores com forte impacto económico, ê absolutamente central que a monitorização e acompanhamento por parte das diferentes entidades envolvidas seja feito de forma colaborativa e com sentido estratégico. Portugal precisa, mais do que nunca, de apostar de forma estratégica na captação de IDE de Inovação Competitiva e, nesse sentido, a qualificação e capacitação dos processos associados é mais do que nunca central.

ECONOMIA MAIS
A CADEIA DE VALOR - Quando o Professor de Harvard Michael Porter e a sua equipa, há 25 anos, elaboraram o célebre Relatório sobre a Competitividade da Economia Portuguesa, uma das dimensões que mais foram vincadas foi a importância das diferentes fileiras económicas e de as suas empresas apostarem numa gestão aberta e inteligente da sua cadeia de valor. Das fileiras do automóvel e da aeronáutica ao agroalimentar, passando por muitos outros setores, os casos de foco na cadeia de valor constituem um desafio para o futuro, com fortes expetativas em termos de resultados e impactos.

START UP GLOBAIS Depois dos primeiros exemplos, como a Criticai Software e a WeDo Technologies, entre outras, e dos casos mais recentes das Unicórnios Earfecht, Outsystems e Talkdesk, a promoção de um empreendedorismo de base global está na ordem do dia da agenda da nossa economia. O papel de entidades-veículo como a Beta i, com a incontornável de liderança do Pedro Rocha Vieira, tem sido muito importante, através de ações de referência como o Lisbon Challenge e a Sin- gularity University em Portugal, que têm consolidado uma nova agenda de Start Up Globais no nosso país.

LITERACIA FINANCEIRA Houve um consenso entre os principais reguladores da área financeira Banco de Portugal, CMVM relativamente aos baixos índices de literacia financeira de uma parte importante da população, com efeitos em muitas das situações de colapso na banca dos últimos anos. Tem sido neste contexto muito positivo neste conjunto o movimento de qualificação financeira que tem sido levado a cabo duma forma sistemática em todo o país e que permite um processo de decisões em sede de investimentos financeiros muito mais racional.

ECONOMIA MENOS
ABRANDAMENTO DAS EXPORTAÇÕES - Os números mais recentes das exportações em algumas das fileiras económicas nacionais não têm sido animadores arrefecimento de alguns mercados estratégicos, sobretudo na Europa, e consolidação ainda baixa da quota de novos mercados no conjunto da carteira global da nossa economia. Torna-se, neste sentido, mais importante do que nunca estabilizar uma nova agenda competitiva para este setor central da nossa economia, o que será certamente sinalizado na Conferência da AICEP, hoje a decorrer, em Carcavelos.

AVALIAÇÃO DE IMPACTOS - Os mais de 30 anos de fundos comunitários no nosso país têm sido marcados pelo sucesso inequívoco ao nível da melhoria da competitividade económica e maior qualificação e capacitação global da sociedade portuguesa. Num contexto em que a atribuição do novo pacote financeiro está em cima da mesa, torna-se central melhorar a qualidade das avaliações de impactos dos projetos ao nível das suas diferentes dimensões, de forma a reforçar os níveis de confiança entre as partes envolvidas.

RECONVERSÃO INDUSTRIAL - Muitas têm sido as apostas estratégicas no sentido de redefinir uma Nova Agenda Industrial, desde a célebre Agenda da Reindustrialização até ao pacote integrado mais recente da Indústria 4.0. A reconversão Industrial no nosso país continua lenta e em alguns setores mais complexos a ausência de âncoras estratégicas multinacionais ou empresas nacionais de referência tem dificultado o ritmo de adaptação das fileiras às exigências da nova dimensão competitiva global.

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