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CABEÇALHO

A produção de energia solar atingiu recorde em fevereiro devido à entrada em operação de novas centrais. Governo vai lançar dois leilões de energia solar durante o ano de 2020.

A produção de eletricidade através da energia solar fotovoltaica atingiu um novo máximo histórico no mês de fevereiro.


“A potência máxima das instalações fotovoltaicas atingiu este mês 568 MW, que passou a ser o valor máximo registado no sistema nacional”, diz a Redes Energéticas Nacionais (REN) em comunicado.

 

Este recorde pode ser explicado devido à entrada em operação à medida que novas centrais solares entram em operação.

 

Ao mesmo tempo, também a produção de eletricidade através de biomassa atingiu um novo recorde em fevereiro: 415 MW.

 

Recorde-se que o Governo já está a preparar o segundo leilão de atribuição de potência de energia solar fotovoltaica. Este processo vai ser lançado durante o primeiro trimestre de 2020 e vai atribuir um total de 700 a 800 megawatts (MW).

 

O anúncio foi feito a 14 de janeiro pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática no Parlamento que também anunciou a realização de um terceiro leilão, a realizar até ao final do ano.

 

“Tirando proveito do sucesso do leilão realizado em 2019, irá ser lançado durante o primeiro trimestre de 2020 um novo leilão de atribuição de capacidade solar, introduzindo uma nova opção para os promotores que pretendam desenvolver projetos de armazenamento”, segundo o documento divulgado pelo Governo a 14 de janeiro.

 

Já a EDP anunciou que vai concorrer aos próximos leilões de energia solar em Portugal. A elétrica concorreu ao primeiro leilão que teve lugar em 2019, e garante que está disposta a ir novamente a jogo.

 

“Gostava de deixar claro o nosso compromisso com Portugal”, disse António Mexia a 20 de fevereiro durante a apresentação dos resultados anuais da companhia.

 

Na energia solar, a companhia está a desenvolver 142 megawatts, fruto do primeiro leilão realizado em 2019. “Iremos concorrer aos próximos leilões”, garantiu António Mexia.

 

O ano energético de 2019 em Portugal ficou marcado por duas tendências: o carvão perdeu peso enquanto a energia solar começa gradualmente a descolar.

 

A energia solar fotovoltaica foi a fonte energética que apresentou maior crescimento percentual entre as diferentes fontes de produção de eletricidade em 2019, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1.000 gigawatts hora.

 

A energia solar cresceu assim 27% para 1.052 GWh, aponta a REN, em parte devido à entrada em operação de centrais como a Ourika!, localizada em Ourique, distrito de Beja, com uma potência instalada de 46 megawatts (MW).

 

Já o peso das duas centrais a carvão – Sines e Pego – no consumo de eletricidade em Portugal afundou 76% em 2019, com a REN a destacar que esta é a “quota mais baixa do carvão desde a entrada em serviço pleno da central de Sines em 1989”.

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