NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A pandemia teve um efeito de aceleração na transição para o digital de utilizadores e das empresas. O estudo hoje revelado pela ACEPI no Portugal Digital Summit mostra que se compra mais online em Portugal e que 60% das empresas têm presença na Internet.

Os indicadores do “Economia e Sociedade Digital em Portugal" foram divulgados esta manhã na abertura do Portugal Digital Summit’20, a conferência anual promovida pela ACEPI que este ano decorre num formato inovador, com transmissão online e em streaming, contando com o SAPO como parceiro tecnológico. A análise, realizada em parceria com a IDC desde 2009, mostra uma evolução significativa das tendências de compra online e digitalização das empresas em 2019, e antecipa mudanças mais profundas causadas pelo contexto da pandemia da COVID1-19.

 

“Os indicadores revelam forte penetração da Internet em Portugal com valores próximos da média europeia, crescimento do número de compradores online, do volume e frequência das compras e aceleração da transformação digital dos negócios das empresas em 2019”, indica a Associação da Economia Digital.

 

O cálculo do valor do comércio eletrónico, que junta o B2C e o B2B (vendas aos consumidores e negócios entre empresas, situou-se nos 96 mil milhões de euros em 2019, mas para 2020 é estimado um novo crescimento, que deverá chegar aos 110,6 mil milhões de euros, “alavancado pelo impacto da pandemia da Covod-19 que mudou profundamente os hábitos dos consumidores e transformou profundamente empresas e negócios”, refere a mesma fonte.

 

Portugueses compra mais em lojas nacionais, e com mais frequência

 

Segundo os dados partilhados, a utilização da Internet continuou a crescer ao longo dos últimos anos e, em 2019, o estudo indica que 3 em cada 4 portugueses use a Internet. Mas em 2020 esta taxa cresce e, já considerando o efeito da pandemia, prevê-se que a penetração da internet atinja os 81% da população.

 

Mesmo assim continua a existir um desequilíbrio em termos geográficos, com o Norte, Centro e Alentejo a serem referenciados como as regiões do país que apresentam as menores taxas de penetração na utilização da internet.

 

Entre os que já usam a internet, mais de metade fez compras online em 2019 (51%), sendo estimado que a percentagem suba para 57% em 2020. Também aqui a COVID-19 é um acelerador, sendo indicada como responsável pela alteração do comportamento de compra online. cerca de 60% afirmam ter aumentado o valor das suas compras através da internet e que a intensidade de compras online também aumentou, com 73% dos compradores online a fazer em média mais do que 3 a 5 vezes compras por mês.

 

“Compra-se agora mais em lojas online portuguesas e menos em sites estrangeiros. O que terá também a ver com a existência de mais lojas online portuguesas”, refere o estudo, que também destaca as categorias de “refeições entregues ao domicílio”, que no ano anterior não tinham expressão, e os “produtos alimentares e bebidas”, que este ano refletem a alteração comportamental dos portugueses provocada pela pandemia.

 

Entre os pontos realçados pelo estudo está a confiança nos serviços digitais e nas lojas online, a utilização do Multibanco e MBWAY, assim como de outras wallets eletrónicas.

 

O Estudo da ACEPI/IDC estima que o valor do comércio eletrónico B2C (compras realizadas por consumidores portugueses) tenha ultrapassado os 6 mil milhões de euros em 2019, representando atualmente 2,9% do valor do PIB. Para 2020, estima-se que o valor do B2C alcance quase os 8 mil milhões de euros.

 

60% das empresas portuguesas online e a vender mais na Internet

 

O crescimento do número de empresas que já tem presença online é significativo. No estudo anterior apenas 40% das empresas tinham uma presença na internet e essa percentagem passa a 60%, com o aumento da presença na internet das micro e pequenas empresas (que representam a maioria do tecido empresarial português), face ao ano anterior, respetivamente de 30% para 48% e de 53% para 76%.

 

A presença em marketplaces também crescer e as empresas que fazem transações online referem que o maior peso no volume do comércio eletrónico, são a Espanha e a França, com um peso próximo dos 40%, logo seguidos do Reino Unido e dos PALOP.

 

Segundo o estudo, estima-se que o valor do comércio eletrónico B2B/B2G em Portugal (vendas de empresas a outras empresas ou ao Estado) ultrapasse os 103 mil milhões de euros em 2020.

Partilhar