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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Mesmo com o impasse quanto à concretização da saída do Reino Unido da União Europeia, os turistas britânicos mantêm-se não só os que mais contribuem para as receitas turísticas portuguesas como foram os europeus que mais contribuíram para o aumento no primeiro quadrimestre.

Os turistas residentes no Reino Unido despenderam em Portugal nos primeiros quatro meses deste ano mais 56,48 milhões de euros que no período homólogo de 2018 (+9,6%), atingindo um total de 645,85milhões que os distanciou dos outros três principais emissores, França, Espanha e Alemanha.

 

A informação do Banco de Portugal recolhida pelo PressTUR indica que os gastos no país de turistas residentes em França e em Espanha aumentaram no quadrimestre, respectivamente em 1,6% ou 9,33 milhões de euros, para 605,89 milhões, e em 6,5% ou 35,60 milhões, para 581,12 milhões.

 

Já da parte dos turistas residentes na Alemanha houve uma retracção nos gastos em Portugal, que desceram 0,7% ou 3,29 milhões, para 459,69 milhões.

 

Esta evolução do mercado alemão é a principal razão para um menor aumento médio dos gastos em Portugal de turistas residentes na Europa (+4,9% ou mais 152,41 milhões face a um aumento médio em 7,4% ou 286,61 milhões), que provocou uma redução da quota do continente europeu nas receitas turísticas portuguesas em 1,9 pontos, para 78,4%.

 

Além da Alemanha, só a Suíça foi um mercado emissor europeu com descida de gastos dos seus residentes em Portugal no quadrimestre, em 2% ou dois milhões d euros, para 98,08 milhões.

 

Os maiores amentos de gastos de turistas residentes na Europa foram, depois dos residentes no Reino Unido, com mais 56,48 milhões de euros, e dos residentes em Espanha, com mais 35,60 milhões, os residentes em Itália, com uma subida de 20,72 milhões (+23,3%, para 109,72 milhões).

 

Igualmente em alta estiveram os gastos de turistas residentes na Holanda, com mais 7,27 milhões de euros (+4,8%, para 159,69 milhões), Bélgica, com mais 8,93 milhões (+8,4%, para 115,82 milhões), Irlanda, com mais 9,46 milhões (+12,6%, para 84,82 milhões), e Luxemburgo, com mais 3,46 milhões (+6,2%, para 59,05 milhões).

 

O mercado que mais penalizou a evolução das receitas turísticas portuguesas no primeiro quadrimestre foi Angola, com uma quebra dos gastos dos seus residentes em 14,68 milhões de euros (-15,4%, para 80,72 milhões).

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