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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Portugal deverá registar uma redução de 3,7% do Produto Interno Bruto real em 2020, segundo o Banco de Portugal, que na quinta-feira divulgou em Lisboa o Boletim Económico de Março com as previsões para a economia portuguesa relativas ao período 2020-2022.

Para esta previsão, o Banco de Portugal assume que o impacto económico da pandemia é relativamente limitado, o que decorre, em parte, da hipótese de que as medidas adoptadas pelas autoridades económicas são bem-sucedidas na contenção dos danos sobre a economia.

 

O mesmo boletim antecipa para 2021 um crescimento ainda fraco da economia portuguesa, com uma taxa de 0,7%, recuperando de forma mais acentuada em 2022, com uma taxa de 3,1%.

 

A incerteza e a complexidade que caracterizam este exercício de previsão implicam que não seja possível apresentar um cenário mais provável para a evolução da economia portuguesa, tendo neste contexto o banco central optado por elaborar dois cenários – um base e um adverso – com hipóteses diferentes sobre os efeitos económicos da pandemia a nível nacional e mundial.

 

No cenário adverso Portugal registaria este ano uma contracção económica de 5,7%, a que se seguiria um crescimento de 1,4% em 2021 e de 3,4% em 2022.

 

O Banco de Portugal afirma no seu Boletim que a incerteza em torno destes cenários é muito elevada “não podendo ser excluídos cenários ainda mais adversos.”

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