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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO




O setor automóvel é considerado um barómetro da economia portuguesa pela importância dos seus indicadores: representa um universo de 36 mil empresas, 2,5% do emprego nacional, com 128 mil postos de trabalho diretos, e um volume de negócios de 15 mil milhões de euros, segundo dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP) de dezembro último.

Entre janeiro e abril deste ano, 97,6% da produção automóvel no País destinou-se ao mercado externo, ficando os restantes 2,4% em território português, refere a ACAP. A Alemanha permanece o principal destino das exportações automóveis neste período (23,0%), seguida da Ásia (18,0%) e da França (17,1%).

De janeiro a maio de 2012, a produção nacional derrapou 2,1%, para 83 014 unidades, revelando uma redução nas encomendas. De acordo com a ACAP, este travão deve-se em exclusivo ao decréscimo de 8,6% nos veículos ligeiros de passageiros. A exportação também diminuiu, em 2,5%, para 81 227 viaturas. Em maio, saíram das fábricas em Portugal 17 306 veículos, menos 2,7% que em igual mês de 2011. A produção de ligeiros de passageiros caiu 4,3%, a de comerciais ligeiros 2,3%, enquanto a produção de veículos pesados subiu 72,1%. Do total produzido, 17 098 viaturas destinaram-se à exportação, menos 2,5% em relação a maio do exercício transato.

Quanto às construtoras com unidades fabris em território português, a Volkswagen Autoeuropa é a que tem maior peso nas exportações nacionais, com 4,6% do total em 2011. Reconhecida internacionalmente como uma das melhores do grupo alemão Volkswagen, comemorou 20 anos de presença em Portugal em 2011, tendo registado 2,2 milhões de euros em volume de vendas. A empresa, que, no ano passado, adquiriu 60% das componentes utilizadas na unidade de Palmela a fornecedores portugueses, estima que o impacto da sua atividade no PIB português tenha sido de 1,4%.

E anunciou um investimento de 200 milhões de euros para este ano, na modernização e reestruturação da fábrica. Em 2011, o grosso da produção destinou-se à Alemanha (28,3%), China (10,4%), Reino Unido (10,1%), América do Norte (7,2%), Japão (5,8%), tendo permanecido 1,1% em Portugal. Ou seja, 98,9% das viaturas produzidas em Palmela saíram para o mercado externo.

Segundo a ACAP, em 2011, a Volkswagen Autoeuropa empregava 3603 funcionários e produziu 133 100 veículos, mais 31,4% face a 2010 e representando 69,2% do fabrico automóvel nacional, que foi de 192 242 unidades. Segue-se a Peugeot Citroën, com 1017 trabalhadores e 50 290 unidades produzidas, mais 6,1% em relação a 2010 (26,2% do total automóvel nacional em 2011). A Mitsubishi Fuso Truck Europe, com 323 colaboradores, surge em terceiro lugar, tendo registado uma queda de 7,7% na produção em 2011 face ao período homólogo, com 5498 unidades (2,9% no total automóvel de 2011). A Toyota Caetano, com 214 pessoas, foi a que teve a maior redução na produção em 2011, de 20,8%, com 2023 veículos (1,1% do total automóvel nacional). Por fim, a V. N. Automóveis, com 117 trabalhadores, produziu menos 13,3% em 2011, com 1331 unidades (0,7% do total automóvel nacional).