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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

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O consórcio liderado pela APG concluiu a aquisição de 81,1% do capital da Brisa, e prevê investir 1,2 mil milhões de euros na empresa portuguesa, em 15 anos, segundo um comunicado hoje divulgado.

O ex-ministro da Economia, António Pires de Lima vai ser o presidente da comissão executiva.

 

A conclusão do negócio resulta da “decisão de não oposição por parte do regulador europeu” a esta operação, de acordo com a mesma nota.

 

No comunicado, as empresas indicam que “no seguimento da conclusão da operação, Vasco de Mello é nomeado presidente do Conselho de Administração e António Pires de Lima é nomeado CEO [presidente executivo]” da Brisa.

 

Os grupos envolvidos nesta operação recordaram que “em 28 de abril de 2020, o consórcio que inclui a APG, o Serviço Nacional de Pensões da República da Coreia e a Swiss Life Asset Managers” celebrou “um acordo de aquisição de uma participação maioritária na Brisa –Auto-Estradas de Portugal, SA ao Grupo José de Mello e Arcus European Infrastructure Fund 1 LP gerido pela Arcus European Investment Manager LLP, operação que valoriza o ativo Brisa em mais de três mil milhões de euros”, de acordo com o comunicado.

 

De acordo com Jan-Willem Ruisbroek, responsável pela Estratégia Global de Investimento em Infraestruturas da APG, citado na mesma nota, o “consórcio tem capital disponível para fazer o negócio crescer e espera investir mais de 1,2 mil milhões de euros, nos próximos 15 anos, na manutenção e melhoria da rede rodoviária e no desenvolvimento de novas soluções de mobilidade”.

 

António Pires de Lima, por sua vez, garantiu que estaria “focado na criação de oportunidades que venham acrescentar valor” aos ‘stakeholders’ da concessionária, “incluindo o Estado português” e “os clientes, de acordo com as melhores práticas de ESG [Environment, Social and Governance]”.

 

A Brisa é uma operadora europeia de estradas com portagem, com uma rede de mais de 1.500 quilómetros “que cobre o eixo fundamental do sistema rodoviário português”, recordam as empresas.

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