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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

João Moreira Rato, chairman dos CTT e ex-presidente do IGCP, considera que “o sofrimento económico deverá estar muito concentrado no tempo, pelo que a recuperação pode ser maios ou menos rápida: algures entre o formato V e o formato L”.

João Moreira Rato, chairman dos CTT e ex-presidente do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, alerta para a dificuldade de estimativas sobre o impacto económico da Covid-19, mas acredita que os efeitos deverão ser concentrados “no tempo”, contribuindo para uma recuperação “mais ou menos rápida”.

 

“O impacto na economia será muito difícil de prever neste momento. O BCE falava num impacto de 1% no PIB europeu em 2020. Os bancos de investimento falam de menos 2 ou 4%. Diria que em Portugal o impacto será pior do que na Europa. Mas o desconhecido é muito grande, pois vai depender do tempo que isto vai durar. Como não sou epidemologista, não sei quanto vai durar”, explica, em declarações ao Jornal Económico.

 

Partindo de um cenário em que Portugal entre em lockdown pelo menos um mês, considera que “o sofrimento económico deverá estar muito concentrado no tempo, pelo que a recuperação pode ser maios ou menos rápida: algures entre o formato V e o formato L”.

 

“Os dois elementos cruciais serão o tempo que o lockdown vai durar e o grau de destruição da atividade económica que entretanto tiver lugar. O que vai depender da rapidez, montante e targets da atuação das autoridades”, conclui.

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