NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A missão Portugal In permitiu a criação de 2.400 postos de trabalho nos últimos dois anos e meio.

A missão Portugal In arrancou em Abril de 2017. O madeirense Bernardo Trindade, líder do projecto, tinha até final de 2019 para apresentar o país como destino final de investimento para os britânicos. Terminada a missão, e de acordo com dados do Observatório de Investimento Directo Estrangeiro do Financial Times, Portugal captou 39 projectos de investimento, totalizando 622 milhões de euros de investimento, com a criação líquida de 2400 postos de trabalho.

 

Na manhã informativa de hoje na TSF, Bernardo Trindade, considerou os números positivos e garante que só foram possíveis devido a várias iniciativas desenvolvidas nos últimos anos. Uma delas é a Company In, uma espécie de empresa na hora para não residentes que junta o Instituto de Registos e Notariado e a Autoridade Tributária, permitindo ao investidor estrangeiro ter acesso a um número contribuinte de forma imediata.

 

“Pode desde logo criar uma empresa, através de estatutos próprios em função da dimensão da empresa que estamos a tratar, normalmente bilingues. É importante porque, de facto, traduzem uma imagem diferente do país neste primeiro embate”, explica o antigo secretário de Estado do Turismo.

 

Bernardo Trindade explica que agilização das autorizações de residência para investimento, os chamados vistos gold, também ajudaram a atrair investimento para Portugal.

 

“Através de uma plataforma, é possível submeter a documentação, agendar uma audiência em qualquer delegação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para recolha dos dados biométricos e fazer o pagamento. Era uma coisa que não era possível, tardava meses e que era motivo de grande preocupação por parte de quem investia em Portugal”, afirma.

 

O líder da Portugal In fala de “uma etapa superada”, sublinhando que ainda foram desenvolvidas “outras questões mais de caráter regulatório com o Banco de Portugal e a CMVM, por exemplo, no sentido de tornar o país não só como destino de investimento mas com uma relação amigável com quem decide investir”.

 

A missão, em parceria com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e o Turismo de Portugal, actuou também junto da Índia, Japão e Estados Unidos da América, os países que mais investem em território britânico.

Partilhar