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CABEÇALHO

Número semanal de pedidos de desemprego bate um recorde pela segunda semana consecutiva, atingindo os 6,6 milhões de trabalhadores. Em duas semanas, 10 milhões de norte-americanos perderam o seu emprego devido à pandemia da Covid-19.

Mais de 6,6 milhões de norte-americanos pediram, na semana passada, subsídio de desemprego, aponta o Ministério do Trabalho dos Estados Unidos, avança o ‘The New York Times’. Este é um aumento significativo de pedidos de subsídio, uma vez que na semana anterior 3,3 milhões de norte-americanos já se tinham dirigido aos serviços para apresentar um pedido de desemprego.

 

Em duas semanas, um total de 10 milhões de norte-americanos já pediram ajudas depois de terem ficado desempregados devido à crise gerada pelo coronavírus Covid-19. Fazendo uma comparação com outros países, Portugal tem 10,26 milhões de cidadãos, de acordo com os últimos recenseamentos.

 

“A velocidade e escala da perda de empregos não tem precedentes”, revela o próprio jornal norte-americano, avançando que a pior semana para os pedidos de desemprego foi em 1982, quando se registaram 695 mil pedidos para subsídios.

 

O número de norte-americanos a realizar pedidos para o desemprego deverá ainda aumentar, segundo as expectativas de um economista português que trabalha na Fed. De acordo com o português, da Federal Reserve Bank of St. Louis, 47 milhões de americanos podem ser demitidos no segundo trimestre. Por sua vez, os economistas consultados pela ‘Reuters’ previam 3,5 milhões de pedidos e os da Goldman Sachs esperavam seis milhões de pedidos até ao fim de março.

 

Com diversos estados a apertarem as medidas de contingência e a colocarem estas em prática, nomeadamente a permanência em casa, os economistas consultados pela ‘Reuters’ assumem que os Estados Unidos podem vir a verificar uma recessão económica.

 

Atualmente, mais de 80% dos cidadãos dos Estados Unidos estão em lockdown, um valor que tem aumentado nas últimas semanas, deixando os empregados do governo “sobrecarregados por uma avalanche de pedidos”, diz a ‘Reuters’.

 

Depois destes valores, os economistas estão a aconselhar o país para se preparar para um número anormal de reivindicações de desemprego, com muitos a mencionar o histórico pacote fiscal de 2,2 biliões de dólares (2,02 biliões de euros) como um incentivo aos pedidos que têm chegado, uma vez que os trabalhadores por conta própria antes não eram elegíveis para subsídios.

 

A ‘Reuters’ aponta também que os desempregados vão receber até 600 dólares (552 euros) por semana, durante um período máximo de seis meses, o que equivale a 15 dólares (13,8 euros) por hora por 40 horas de trabalho semanais. Por comparação, o salário mínimo decretado pelo governo norte-americano antes da pandemia era de 7,25 dólares (1,61 euros) por hora, o que equivalia a 290 dólares ao fim de uma semana de 40 horas.

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