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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A atual crise está a adiar ou cancelar vários festivais de música (desde o início de março) e quanto maior o tempo da sua duração maiores são as suas consequências para 2020 e para 2021.

Esta área contou com quase três centenas de eventos anuais em Portugal (de janeiro a dezembro) em 2019, recebeu mais de 2.7 milhões de espectadores e afeta não só os promotores mas também todo um ecossistema dividido a nível de responsabilidade por: prestadores de serviço, patrocinadores, artistas e media partners. As vendas de bilhetes estão paradas e a possibilidade de outras receitas também o que trará graves consequências que poderão levar à suspensão e encerramento de várias entidades e à regressão de uma indústria que estava em claro crescimento e que se apresenta como uma clara razão do aumento de turismo (a nível interno e proveniente do exterior) nos últimos anos do nosso país.

A APORFEST – Associação Portuguesa Festivais de Música tem atualmente mais de 600 associados, sendo a maior entidade representativa do setor (não só os promotores – privados, públicos e associativos mas também a indústria que dele depende), e tem por isso a responsabilidade acrescida para combater a atualidade tendo já realizado alguma ações: a) contacto aberto com Ministério da cultura (para monitorização da área dos festivais e consequências económicas e impacto nos recursos humanos); b) elaboração de 1º guia – com respostas jurídicas orientativas; elaboração de 2º guia - soluções futuras para o setor cultural e do entretenimento.

O governo já estabeleceu algumas medidas mas poucas efetivas para esta área e no apoio aos festivais com o fim de garantir que estes possam, em primeira instância sobreviver (assim como não deixar cair postos de trabalho) a esta questão para poderem manter uma área com perspetivas de desenvolvimento futuro.

Este plano foi sugerido pela APORFEST – Associação Portuguesa Festivais Música por sua iniciativa e após escuta de vários profissionais da área e é agora possibilitada a sua leitura por todos, associados ou não, que poderão dar contributos para a melhoria do mesmo e associar-se de forma a que este tenha mais impacto na apresentação junto das demais instâncias governamentais e reguladoras.

O objetivo é apresentar soluções com o apoio e ideias de todos, de forma inclusiva e agregativa, sem egos, sem diferenças, estando disponíveis para este documento não ser apenas nosso mas de muitas outras entidades na luta por um verdadeiro bem comum. Dê a sua opinião aqui.

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