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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Envolvida em alguns grandes projetos internacionais de inovação, a empresa integra, pela primeira na sua história de 50 anos, uma administradora estrangeira – Besma Kraiem.

Nasceu há 50 anos na Tunísia, que trocou pela Alemanha aos 18, graças a uma bolsa de estudos. Engenheira de telecomunicações, trabalhava para a Sony quando, numa viagem ao Japão, conheceu por acaso, no aeroporto de Tóquio, Luís Aranha, então presidente da marca Nina Ricci em terras nipónicas e que viria a ressuscitar a marca portuguesa de roupa Mike Davis.

Apaixonaram-se e Besma Kraiem ruma a Portugal, onde vive desde 2009. Começou no ano seguinte a trabalhar na Portugal Telecom, quando a atual Altice era presidida por Zeinal Bava.

Besma Kraiem, que dá aulas na Porto Business School e tem uma empresa de consultoria em desenvolvimento de projetos de negócio internacional na área das tecnologias, é a nova administradora do Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ), que tem a sua idade. “Pela primeira vez, em 50 anos, o ISQ integrará também uma administradora estrangeira”, enfatizou Pedro Matias, que acaba de ser reconduzido no cargo de presidente da administração da empresa por mais três anos.

Lucros de 2,2 milhões no exercício de 2019

 

Depois de ter dado um salto em 2018, ano em que faturou 50,8 milhões de euros, mais 7,3 milhões do que no ano anterior, o ISQ chegou aos 51 milhões de euros no último exercício, mantendo quase o mesmo ritmo de crescimento dos lucros – obteve 2,2 milhões de euros, contra 1,4 milhões em 2018 e 800 mil euros no ano anterior.

“O ISQ implementou, no último triénio, um abrangente plano de reestruturação que permitiu torná-lo mais eficaz, mais eficiente e focado no cliente”, garantiu o mesmo gestor, em declarações ao Negócios. “Tem havido bons resultados a nível económico e financeiro, sobretudo a nível de aumento do EBITDA – 3,3 milhões de euros em 2019, 2,6 milhões em 2018 e 1,9 milhões em 2017 – e dos resultados líquidos”, destacou Pedro Matias.

Presente em 13 países e com 1.500 trabalhadores, 800 dos quais em Portugal, o ISQ presta mais de 250 serviços especializados e está envolvido em alguns grandes projetos internacionais de inovação.

Promessa de Matias: “Vamos transformar o ISQ numa das grandes referências da engenharia em Portugal e projetar no mundo o bem-fazer e o talento português nestas áreas.”

 

Ponta de lança português na inovação mundial

 

O grupo ISQ apresenta-se como “o maior polo tecnológico nacional privado” e considera-se “a entidade portuguesa mais envolvida em grandes projetos internacionais de inovação”, como é o caso do ITER – “é o maior investimento científico da atualidade e em que o ISQ participa”, destaca a empresa. Estimado em 20 mil milhões de euros, este projeto pretende construir “o primeiro reator experimental de fusão nuclear capaz de gerar um retorno de energia positivo, demonstrando a viabilidade científica e técnica da fusão nuclear como fonte de energia limpa”. Entre mais de uma vintena de projetos, o ISQ faz também parte, por exemplo, do consórcio de construção do Infante, o primeiro satélite 100% português, e no maior telescópio ótico do mundo – o E-ELT, do Observatório Europeu do Sul (ESO) – “com um espelho cujo diâmetro atinge os 32 metros, consegue obter imagens com qualidade superior ao telescópio espacial Hubble”.

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