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CABEÇALHO

Tempo, silêncio, ruralidade e segurança fazem com que o Dão se afirme como uma região com potencial de crescimento no setor do turismo.

Em tempos de hiperconexão e stress, o presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, acredita no potencial turístico do Dão. “A região Dão, por ter baixa densidade, e zonas associadas à ruralidade, é o luxo do século XXI. Acredito nisto.

 

Esta região tem tempo, silêncio e segurança. O enoturismo e esta região em Portugal têm feito um trabalho notável de reafirmação da notoriedade [no mercado internacional”, disse este dirigente, na manhã desta quinta-feira, durante a mesa redonda “Estratégia para o desenvolvimento do Enoturismo no Dão”, no âmbito da Conferência Novo Banco “Enoturismo no Dão: Um caminho para o Vinho e para o Turismo, em Viseu.

 

Ciente de que tem em mãos uma tarefa que “não é fácil, mas é interessante”, o presidente do Turismo do Centro de Portugal reforçou que “o turismo é das atividades económicas mais transversais” e que “o trabalho em rede começa desde a estruturação do produto”. Mas, além disso, Pedro Machado lembrou ser necessário estruturar também os recursos humanos, verificando que “há muitos empresários que não conseguem estruturar o negócio porque não conseguem ter recursos humanos”.

 

No mesmo sentido, vai a opinião de Arlindo Cunha. Durante a mesa redonda, o presidente da Comissão Vitivinícola Regional (CVR) do Dão defendeu existirem três desafios na atualidade: “Estruturar o produto, promover o produto e capacitar as pessoas para que o produto seja atualizado e melhorado”. “Fizemos ontem 111 anos, temos um vinho que sempre teve grande notoriedade, um produto fantástico com altos e baixos. Temos paisagens fantásticas, temos um património monumental fenomenal e uma gastronomia que é das melhores do país. Há muito para vender, há é que estruturar o produto”, ilustrou Arlindo Cunha.

 

No que diz respeito à promoção do vinho do Dão, o presidente desta CVR mencionou que tal implica “investimento, plataformas de comunicação” e que isso se faz com “políticas públicas”. Como último aspeto, destacou a importância de medidas de sensibilização e formação dos pequenos produtores, que consideram perda de tempo receber um estrangeiro.

 

Já António Ramalho, CEO do Novo Banco, lamentou que “a indústria do vinho em Portugal não consiga refletir no preço a qualidade que tem”, referindo que “ninguém espera que haja massificação do turismo, mas um crescimento na cadeia de valor”. O dirigente do Novo Banco reforçou ainda que, para o desenvolvimento do país, é importante “o crescimento de exportações ou a valorização de bens não transacionáveis com caráter estático, como o turismo e o vinho”.

 

Por seu turno, o presidente da câmara municipal de Viseu, António Almeida Henriques, reforçou haver “um compromisso do concelho de Viseu com o Dão” e ser “sempre fácil vender um produto que é bom”. “Nós assumimo-nos como cidade vinhateira e temos feito um percurso sem ajudas de fundos comunitários, e os resultados estão à vista [em termos de crescimento do turismo]”, referiu.

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