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Na cidade de Munique, na Alemanha, a Expo Real, reuniu a nata do imobiliário internacional, juntando 46.000 participantes de 76 países. Expositores foram 2.190 expositores, um evento que cresceu 3,8%, em relação ao ano passado.

Reuniões, palestras, conferências, negócios, investidores, promotores, empresas, cidades, países, um fervilhar de encontros naquela que é considerada uma das feiras mais importantes do sector do imobiliário.

 

“2.190 expositores de 45 países, mais de 46.000 participantes de 76 países e uma sala de exposições adicional: em 2019, a EXPO REAL foi maior e mais internacional do que nunca”, refere Klaus Dittrich, presidente e CEO da Messe München.

 

O responsável adianta ainda que “a forte participação reflecte as expectativas optimistas do sector imobiliário para este ano”.

 

Nesta edição, verificou-se um aumento de 3,8%, em participação em relação ao ano anterior. O número total de participantes pode ser dividido em 22.065 visitantes comerciais (2018: 22.029) e 24.682 representantes da empresa (2018: 23.029).

 

Os dez principais países de origem entre os visitantes foram (depois da Alemanha): Reino Unido, Holanda, Áustria, Polónia, Suíça, França, República Checa, Luxemburgo, EUA e Espanha.

 

Os 2.190 expositores apresentaram um aumento de 4,5% ,em comparação com os 2.095 de 2018 e vieram de 45 países.

 

Os dez principais países de origem entre os expositores foram (depois da Alemanha): Áustria, Holanda, Suíça, Polónia, Reino Unido, França, Roménia, EUA, República Checa e Luxemburgo.

 

Nesta edição, a Expo Real contou também com inovação ao abrir um novo espaço dedicado às novas tecnologias, às Proptech e startups ligadas à inovação e tecnologias no imobiliários e que apresentam novas soluções ao mercado. "Estamos impressionados como bem a nova oferta foi recebida",  revela Dittrich.

 

“As estratégias de digitalização não são mais algo para o futuro. Neste momento, elas são um componente claro nos orçamentos das empresas ”, explica Christian Schulz-Wulkow, líder do sector de imóveis, hospitalidade e construção na Alemanha, Suíça e Áustria na EY. Acrescentando que “precisamos de ainda mais coragem para avançar com a digitalização.

 

As principais prioridades agora são padronização de dados, colaboração e troca de dados, para que os dados possam ser analisados ​​de maneira inteligente e as descobertas utilizadas de maneira lucrativa”.

 

Para Claudia Boymanns, directora da Expo Real, quem quiser seguir o caminho da transformação digital “encontrará o lugar certo novo espaço do salão”. Adiantando ainda que “mais de 60 startups e muitas outras jovens empresas de tecnologia com soluções ao longo da cadeia de valor fizeram apresentações na feira.

 

A directora admite que estão confiantes de que essa plataforma de inovações será novamente uma grande atracção na Expo Real nos próximos anos.

 

Sem medo do futuro

 

Sobre o futuro do sector , Gabriel Felbermayr, presidente do Instituto Kiel para a Economia Mundial, revela que não tem medo de uma recessão.  "Estamos em recessão, mas não é com isso que precisamos nos preocupar muito. O sector imobiliário é um dos poucos que beneficia da incerteza”, refere.

 

O responsável garante que “uma fase como esta, as pessoas compram propriedades, então a incerteza vinda da Casa Branca ou de Londres é realmente útil para este sector. É claro que não deve ser exagerado. “Nem mesmo o Brexit está a preocupar seriamente o sector imobiliário. Será o Reino Unido o principal atingido pelas consequências ”, salienta Ulrich Kater, economista-chefe do DekaBank.

 

Também a habitação social foi um tema abordado nesta edição  Em muitos fóruns, houve discussões sobre a cooperação entre autoridades governamentais e o sector imobiliário e sobre medidas que variam de limites de arrendamento, a aumentar a densidade de desenvolvimento nas áreas urbanas.

 

“O sector imobiliário não espera mais mudanças do governo na lei de arrendamento. Os investidores precisam planear a segurança e não intensificar ainda mais os regulamentos a cada quatro semanas ”, comentou Jürgen Michael Schick, presidente da associação imobiliária IVD.

 

Portugal também presente nesta feira internacional

 

A Invest Lisboa foi uma das presenças nesta feira, trazendo consigo algumas empresas portuguesas, como a Ashira Capital, a sociedade de advogados BAS, a consultora B.Prime e a Infante & Riu - Portugal Investments Broker e a SGAL Soc. Gestora da Alta de Lisboa.

 

Diogo Ivo Cruz, que se encontra neste momento à frente interinamente desta instituição da Câmara de Lisboa, admite que existem muitos investidores estrangeiros a procurar Lisboa para investir. Com uma forte aposta no programa da Renda Acessível, o responsável revelou que muitos investidores estrangeiros procuram na feira, informações sobre o programa, “o interesse foi grande”.

 

João Almeida e Artur Silva, da a sociedade de advogados BAS, confirmaram a importância desta feira, realçando o posicionamento da empresa no sector, visto que na opinião dos responsáveis, o negócio imobiliário é o mais transversal no Direito.Revelam  que neste momento têm em mãos vários negócios , nomeadamente com um projecto em curso de 20 milhões de euros.

 

A cidade do Porto, fez a sua estreia na Expo Real este ano, com o Stand PORTO organizado pela InvestPorto / CM do Porto, levando a CCA Law Firm; CIVILRIA, a Lucios Real Estate, a  PLM, a Predibisa, a Telles Advogados, a Sonae Capital e a VPM Real Estate.

 

Para Pedro Baganha, vereador do Urbanismo, Espaço Público e Património da Câmara Municipal do Porto, admite a importância da participação da Invicta nestes eventos. “A cidade do Porto está também na moda, não é só Lisboa e temos de mostrar as potencialidades do nosso mercado”.

 

Para quem visita esta feira percebe que o mercado imobiliário europeu é de facto, um dos mais atractivos para os investidores internacionais. Corredores repletos de homens de negócios e stands verdadeiramente imponentes, gigantes, quase mini cidades dentro da Feira de Munique.

 

A próxima edição está marcada para os dias 5 a 7 de Outubro de 2020.

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