NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O top cinco dos principais mercados emissores de turistas é dominado por turistas europeus. Mas Brasil, EUA e China estão a descobrir o país.

Reino Unido, Alemanha, Espanha e França são os maiores mercados emissores de turistas para Portugal. Mas o sol, a cultura e a segurança estão a colocar o país cada vez mais no mapa dos turistas de fora da União Europeia: o número de brasileiros, americanos e chineses a descobrirem Portugal cresce de ano para ano.

 

A língua comum é uma vantagem, mas não é só isso que está a trazer brasileiros. No Brasil, Portugal é visto como uma economia inovadora e contemporânea. Só no ano passado, este mercado foi responsável pela vinda de mais de um milhão de turistas e mais de 2,5 milhões de dormidas. E o arranque deste ano continua a dar sinais positivos. Até abril, mais de 326 mil brasileiros ficaram na hotelaria e outros alojamentos em solo nacional, quase mais 24 mil pessoas que no primeiro quadrimestre de 2018. As dormidas também subiram: foram quase mais 58 mil. A história, a gastronomia e a segurança são cartões de visita mais apreciados.

 

Ainda do outro lado do Atlântico, o número de norte-americanos a descobrir Portugal também tem vindo a crescer. No ano passado, foram mais de 961 mil e os primeiros quatro meses deste ano dão sinais positivos. Já houve mais de 231 mil turistas americanos em quatro meses, quase mais 40 mil do que até abril de 2018. O número de dormidas também aumentou, tendo superado a fasquia das 540 mil, cem mil dormidas a mais.

 

Newark, Boston, Nova Iorque e Miami são, de acordo com o Turismo de Portugal, as principais fontes de turistas. O programa Stopover, da TAP, lançado em 2016 e que permite que os turistas oriundos deste destino possam fazer uma escala, permanecendo até cinco noites em Lisboa ou Porto sem pagar a taxa, tem contribuído para que muitos americanos descubram o país.

 

Os gastos dos norte-americanos também têm aumentado. Em termos acumulados até abril, as receitas de turismo dos EUA ascenderam a mais de 229 milhões de euros, quase 34% a mais que nos primeiros quatro meses do ano passado. Quase o mesmo que as receitas turísticas geradas por brasileiros: 226 milhões de euros, mais 13%.

 

Ainda que em números mais tímidos, os turistas chineses começam também a conhecer Portugal. De janeiro a abril foram quase 112 mil hóspedes que ficaram em unidades de alojamento em Portugal, quase mais 20 mil que no ano passado, no mesmo período. Com maior poder de compra que nas últimas décadas, os chineses que visitam Portugal deslocam-se sobretudo para a região de Lisboa e Norte.

 

Britânicos continuam a dominar

 

Os turistas de fora da Europa não buscam apenas destinos de sol e praia. Querem conhecer cidades, a gastronomia, locais históricos ou, como muitos brasileiros, partir à descoberta das suas raízes familiares. Os britânicos, por outro lado, procuram sol e praia. E acabam por ficar mais tempo que os outros visitantes.

 

Apesar do brexit e da perda de poder de compra da libra, nos primeiros quatro meses deste ano houve 490 mil britânicos alojados nos hotéis portugueses, mais 23,5 mil que no ano passado. Do país vizinho, vieram 550 mil espanhóis até abril, mais 39 mil que nos primeiros quatro meses do ano passado.

 

Mas nem tudo são boas notícias. Da Alemanha vieram 396 mil turistas, 16 mil pessoas a menos que no ano passado, devido à forte concorrência de outros destinos turísticos, como a Turquia e alguns países do norte de África. E registaram-se apenas 371 mil hóspedes franceses, menos 7100 que no ano passado.

 

Ao todo, até abril, visitaram Portugal 3,8 milhões de hóspedes, mais 200 mil pessoas do nos primeiros quatro meses de 2018, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística.

Partilhar